versailles

 

Em 2009 quando ficamos uma semana em Paris, não nos sobrou tempo para fazer um dos mais famosos bate-volta de lá: o castelo de Versailles.

Realmente não deu tempo antes, mas agora com isso em mente separamos um dia para ir lá conhecer o famoso castelo e seus jardins. Chegar em Versailles é muito fácil, e está tudo mastigadinho no post que o Riq Freire escreveu no VnV.

arco de la defense
La Defense: é uma das estações onde pode-se pegar o trem para Versailles
Já em Versailles, pode-se caminhar 20 minutos
ou utilizar um trenzinho (pago) até a porta do castelo

Os trens saem de La Defense ou Montparnasse e te deixam (quase) na cara do gol. Já na estação de Versailles diversos agências de turismo estão lá para lhe abordar e oferecer tour e te levar até o castelo. Fica a gosto do freguês caminhar 20 minutos até o castelo ou pagar um transfer de van até a entrada do castelo.

fila line versailles chateau castelo
Fila gigantesca para entrar no castelo
Deixamos para visitar o castelo depois de caminharmos nos jardins

O complexo Versailles é composto do Castelo de Versailles, os Jardins Reais, o Petit Trianon e o Grand Trianon. Há ingressos que dão acesso a todas esses locais ou você pode comprar apenas os que lhe apetecer. Nós visitamos todos eles. Deixamos o Castelo por último, porque logo que chegamos havia uma fila monster para entrar no castelo que já me desanimou. Partimos então para andar nos jardins em direção aos Trianons.

topiaria jardim jardins versailles
Os jardins são lindos e super bem cuidados
topiaria jardim jardins versailles
topiaria jardim jardins versailles fonte water font
Há diversos jardins internos, este por exemplo tinha uma fonte em 3 níveis
topiaria jardim jardins versailles water agua fonte

Os Trianons eram praticamente casas de repouso, um regalo que o Luis XIII (ou seria XIV) deu para Maria Antonieta, aquela famosa pela frase “se não tem pão que comam brioches”, que aliás teve lugar por ali mesmo em Versailles.

Grand Trianon 
Aposentos do Grand Trinanon (I)
Aposentos do Grand Trinanon (II)

Visitar os museus me fez lembrar muito minhas aulas de história da sétima série, que hoje já mudou de nome, mas vamos deixar isso para lá e voltar para foco. Os Trianons não me chamaram muita atenção. Tirando o mármore bonito, dá uma sensação de vazio por ali. Uma casa muito larga e fria, sabe? Realmente eram outros tempos.

Ainda o Grand Trianon
O Grand Canal dos Jardins de Versailles

Depois de visitar os dois palácios, voltamos em direção aos jardins e paramos para almoçar na beira do lago aonde havia um restaurante pega-turista, mas que achei incrível e super compôs aquele momento Versailles. Ficamos numa mesa ao ar livre, próximo ao lago comendo um steak tartar acompanhado de um vinho beaujolais. Eu já falei que comida francesa é o que há né?

 O restaurante pega-turista nos Jardins Reais
Ah os vinhos franceses…

Refeitos pós almoço, demos mais uma volta nos jardins em direção ao Castelo de Versailles que neste momento já tinha uma fila menos assustadora. Em menos de 30 min estaríamos passeando dentro do castelo e visitando o belíssimo Salão dos Espelhos e os aposentos reais, incluindo aí o de Luis XIV o rei sol.

Não parece, mas a fila tá menor
Salão dos Espelhos


 

Pátio interior do Castelo de Versailles

Agora sendo bem sincero, achava que o Castelo seria algo mais espetaculoso. Talvez seja muita expectativa… Por outro lado os Jardins Reais são algo realmente inacreditáveis. Me dá vontade de voltar a Versailles apenas por conta deles. É uma área imensa que vai dar uma canseira forte nas pernas para percorrer. Há uma opção de aluguel de carrinhos de golfe por proibitivos 30EUR/hora (cabem até 4 pax).

Carrinhos de golfe para aluguel a preços exorbitantes: você vê por aqui!
jardins de versalhes versailles
Queria tanto um parque assim perto de casa…

Vale a pena se perder por ali entrando e saindo dos jardins dentro do jardim, passeando pelas fontes, esculturas, topiarias, lagos, e etc. É de cair o queixo mesmo. Lindão! Vi também pessoas andando de bicicleta por alguns arredores dos jardins, pois há uma enorme área aonde não é necessário ingresso pago para visitar. Para efeitos de comparação é como se dentro da Quinta da Boa Vista ou no Ibirapuera houvesse uma área delimitada por ingresso pago, mas há toda uma vida entorno de acesso gratuito.

Cuidado: cadeirantes velozes e furiosos!
A Fonte de Netuno
Outro ângulo com a Fonte de Netuno ao fundo

Na volta pega-se o mesmo trem até Montparnasse ou La Defense e ainda sobra tempo de curtir um jantar em Paris ou cair na night (nível hardcore depois do dia andando em Versailles)

Escrito por Claudio Lemos