Sinceramente não achei grandes coisas de Montevidéu, parece uma cidade parada no tempo, não tem cara de capital, sabe? Vai ver fui com expectativas demais…gosto tanto de Santiago e Buenos Aires, que imaginei que fosse acontecer o mesmo em Montevidéu.

Fachada do Teatro Solis
Passei três noites na cidade, hospedado no bairro de Pocitos que tem um calçadão a beira mar bacana pra quem curte caminhadas e/ou jogging, embora a “praia” (na verdade ali é o Rio Plata) em si não seja tão legal assim.

Mercado del Puerto
Ruazinhas da Cidade Velha
Interior do Teatro Solis
 

O roteiro turístico inclui um visita ao Mercado central pra comer uma autentica parilla (o churrasco uruguaio) e aproveitando que o mercado fica na cidade velha, dá pra dar um rolé por ali em direção ao Teatro Solis e fazer uma visita guiada ou ver algum espetáculo que esteja rolando (dei a sorte de estar em cartaz um espetáculo da Deborah Colker). Há ainda os museus Torres García e museu do Carnaval, além da possibilidade de se visitar o famoso estádio Centenário pra quem curte futebol, que não é meu caso.

Rambla de Pocitos

É basicamente isso…a praia de Pocitos não tem grandes atrativos, tem um café legal chamado Oro de Rhin que fica dentro da livraria Yenny e que tem uma agradável vista pra orla, mas nada demais uma vez que moro no Rio :) E pertinho dali tem o shopping Punta Carretas pra quem estiver afim de fazer umas comprinhas.

Da gastronomia local, fui aos restaurantes Bar Tabare, Bar 62, La Perdiz e grande destaque pra fim foi o  Tandory, (ligar antes pra reservar a mesa do jantar) cuja comida é excelente. Lá embaixo do post tem as avaliações que fiz no Tripadvisor.

 

Um passeio que fiz e achei muito legal foi visitar a Bodega Bouza, uma vinícola que fica a 20min de Montevideu – o hotel que fiquei hospedado me ajudaram a fazer a visita. Dá pra escolher entre uma degustação simples (500pesos=R$50) ou premium (900pesos = R$90) (ambas incluem o tour guiado pela vinícola), além de poder almoçar por lá. O transfer ida e volta dá 1900 pesos em carro particular ou uns 1400 pesos de táxi, só que o taxi de lá é esquisito pois tem um esquema meio carro de polícia em que os passageiros ficam isolados no banco de trás e é um pouco apertado. A vinícola é pequena e produz cerca de 100mil garrafas/ano, mas a aposta deles é focar em qualidade ao invés de quantidade. O processo de seleção da uvas é super criterioso, e segundo a guia eles tem uns patamares bem mais elevados na hora escolher as uvas, de irrigar as videiras, e etc dando ao vinho uma qualidade superior. Eu não entendo muito de vinho, mas já havia feito a visita a Concha Y Toro (Chile) ano passado e deu pra ver uma diferença grande entre elas duas vinícolas. Enquanto a Concha Y Toro tem cara de   grande empresa, com vários funcionários, uma gift shop gigante e produz para atender o mercado mundial, a Bouza é uma empresa familiar, com um toque bem mais artesanal e acolhedor. As instalações são bem menores porém mais charmosa. Na Bouza ainda há um salão dedicado a uma coleção de carros antigos que é uma das paixões do dono das vinícola e que rende boas fotos.



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Minhas avaliações no TripAdviror:
Bar 62
La Perdiz
Tandory
Ciudad Vieja
Pocitos
Bodega Bouza
Rambla de Montevideo
Teatro Solis

Escrito por Claudio Lemos