Finde passado fizemos uma viagem bem diferente do nosso escopo habitual de embarques e desembarques em aeroportos por aí. Dessa vez não! A proposta era pegar o carro e tocar pra dentro do estado rumo a simpática Vassouras/RJ.

A convite do meu pai, fomos lá conhecer o Festival do Vale do Café que já está na sua está na 13ª edição. E pra deixar o momento ainda mais especial, levamos meus avós pra viajar conosco. É um super privilégio poder viajar com seus avós, né não gente?

com os vovs

Olha eles aí :)

Enfim,  a proposta do festival é atrair turistas para região no entorno da cidade de Vassouras/RJ aonde existiram diversas fazendas produtoras de café na época áurea do Brasil Império. As fazendas entraram em declínio após a abolição da escravatura, pois ficaram insustentáveis economicamente. Mas algumas edificações resistiram ao teste do tempo. Reformadas, estão impecáveis. Volta e meia servem de locação para novelas de época da Globo. É bom possível que você já tenha visto alguma delas na tevê. Muitas delas contam ainda com diversos objetos de época: prataria, mobílias, quadros, escrituras, etc. Tudo ali disponível durante a visitação.

Há toda uma programação paralela, contudo os circuitos mais concorridos são as visitas as fazendas durante os finais de semana que ainda contam com um show de música (numa pegada mais erudita) e um lanchinho após para os convidados.

Fizemos duas visitas: a fazenda São Fernando e a Fazenda São João da Barra.

Festival do Vale do Café
Fazenda São FernandoimgExpressChromeApp-20150720-2253-600x337-Q85-AE1-IMG-20150719-WA0002

A Fazenda São Fernando fica no distrito de Massarambá, pertinho de Vassouras. Ano passado, por conta das reformas não participou do festival. Mas este ano estava prontinha! Toda pintada e super bem cuidada. Lindona!

imgExpressChromeApp-20150723-0156-600x450-Q85-AE1-IMG_3033

O atual dono da fazenda é o  semi-bilionário Ronaldo Cézar Coelho, o irmão menos famoso do Arnaldo “a-regra-é-clara” Cézar Coelho, que também esteve presente no evento e claro fez a alegria da platéia ao falar seu bordão no microfone. A fazenda já encanta por fora, mas é no seu interior que estão guardados os principais tesouros. Uma coleção de arte sacra brasileira, móveis de jacarandá e quadros de Frans Post, Guinard, Rugendas e até pós-modernos como Tomie Othake e Adriana Varejão. Infelizmente não era permitido fotografar.

A ideia é que futuramente a fazenda se transforme num instituto com visitação aberta permanente. Enfim, é esperar pra ver…

imgExpressChromeApp-20150723-0157-600x450-Q85-AE1-IMG_3065

A visitação estava prevista para as 15h mas acabaram invertendo a programação. Primeiro houve o show do Nicolas Krassik e Cordestinos que tem um som bem interessante, misturando forró e outros sons do nordeste com o violino e a rabeca. Se quiser ouvir um pouquinho é só entrar no site do artista.

imgExpressChromeApp-20150720-2253-600x337-Q85-AE1-IMG-20150719-WA0001

imgExpressChromeApp-20150720-2255-600x337-Q85-AE1-IMG-20150719-WA0033

Somente após o show é que teve início a visitação em paralelo ao lanche. Isso acabou resultando num problema logístico da organização do evento. O lugar só disponibilizou 2 banheiros (1 masc e 1 fem) para todo o público de umas 400 pessoas, a maioria já na terceira idade ou caminhando para ela. Isso não se faz…deveriam ter pensado melhor nisso. As filas eram enormes, sem falar que o fluxo da visitação demorou deixando muitos idosos em pé um tempão na fila. E o lanche…só deu pra sentir um cheirinho, bem meia-boca.

imgExpressChromeApp-20150720-2254-600x337-Q85-AE1-IMG-20150719-WA0029

imgExpressChromeApp-20150720-2255-600x337-Q85-AE1-IMG-20150719-WA0030

Fazenda São João da Barra

imgExpressChromeApp-20150720-2202-600x401-Q60-AE1-DSC_3545

No dia seguinte, visitamos a fazenda São João da Barra que fica mais próxima de Miguel Pereira em meio as encostas do vale, com um acesso um pouco mais complicadinho. Porém o quando finalmente chegamos a fazenda, a sensação é de encontrar um refúgio escondido. A linha da palmeiras imperiais ladeando a via principal antecipa a chegada da sede da fazenda.

A Fazenda São João possuía um pouco menos de memorabilia que a da visita do dia anterior, mas havia uns itens bem impressionantes como cartas registradas, contratos, registros de cartórios e até notas de réis originais.

Dessa vez a visitação aconteceu antes do show e teve até a direito a café gourmet. O delicioso Café da Condessa do Sul de Minas. Só faço propaganda porque gostei mesmo. Até compramos algumas unidades pra fazer aqui em casa :)
imgExpressChromeApp-20150720-2203-600x401-Q85-AE1-DSC_3558

Colocaram duas negras vestidas como no tempos das escravas mucamas do império, o que achei de um gosto bem duvidoso…Sério, qual era a necessidade disso em pleno século 21? Fiquei meio constrangido…

imgExpressChromeApp-20150720-2202-600x401-Q60-AE1-DSC_3546

imgExpressChromeApp-20150720-2203-600x401-Q85-AE1-DSC_3548

Mas enfim, visita que segue né? Do lado de fora da propriedade havia uma mini-capela que devia comportar menos de 10 pessoas. E logo na sequência o show teve início. Era uma mistura de jazz com chorinho (que não é muita a minha praia), então acabei aproveitando para tomar mais um cafézinho saidero :)

imgExpressChromeApp-20150720-2204-401x600-Q85-AE1-DSC_3563
imgExpressChromeApp-20150720-2204-600x401-Q85-AE1-DSC_3588

Um expressim e a conta

Bom, tirando os problemas logísticos-higiênicos, o saldo foi bem positivo. O festival é super charmoso e as fazendas são realmente incríveis de se conhecer. Dá pra voltar no tempo legal. Eu e a Claudia ficamos viajando ali um tempo no meio daquelas casas centenárias, espalhadas em meio ao vale. É um lugar muito auspicioso (isso foi só uma desculpa pra usar essa palavra) mesmo. Super recomendo.

Quem quiser visitar este edição ainda dá tempo, pois o festival vai até o próximo domingo 26/julho. Se não der, deixe anotadinho na sua agenda mental. Quem sabe numa próxima edição não aproveita pra dar uma conferida?

 

Mais infos:
Festival do Vale do Café
http://www.festivalvaledocafe.com.br/

Escrito por Claudio Lemos