Vale Sagrado



O nosso último dia de Vale Sagrado, seria também o último dia em companhia do nosso guia Juan Carlos. Havíamos combinado de sair cedinho do hotel pois havia muito o que explorar pelo Vale Sagrado. Fizemos o check out do hotel já que dormiríamos a noite em Aguas Calientes, mas deixamos as malas ali mesmo no locker do hotel pois voltaríamos no noite do dia seguinte a Cusco. Entramos no carro do Juan e a nossa primeira parada foi num mirante a caminho de Pisac aonde é possível avistar uma grande extensão do vale Sagrado. Pena que a foto não consiga capturar o que olho vê…É bem mais bonito ao vivo.





Um curralzinho na parada de Corao
Como chegamos cedo, não tinha nem o flanelinha das llamas
A feirinha de artesanatos em Corao



Antes ainda de chegar nas primeiras ruínas do dia, Juan faz um parada estratégica no distrito de Corao aonde uma há feira de artesanato. Todos os pacotes turísticos de Vale Sagrado param ali. Lembro de ter parado ali em 2004 também. Como chegamos antes dos tours coletivos provenientes de Cusco (e isso é um macete de viajar com o Juan, ele programa nossa chegada a praticamente todos os lugares antes do estouro da boiada de turistas que vem em pacotes de operadoras turísticas e assim conseguimos fazer uma visita bem mais sossegada e menos entupida de visitantes) ficamos sozinhos e a vontade com as llamas da feirinha. Nem foi necessário pagar nada. E a Claudia ainda garantiu um souvenier aqui pra casa: um prato de madeira pintado com motivos cusqueños.




Aqui está Pisac :)





De Corao partimos finalmente para Pisac que estava diferente do que me lembrava. O acesso mudou, agora está numa parte mais alta e a visitação é em outra parte do complexo arqueológico. Só não deram jeito no banheiro, era pior que de rodoviária. Não havia privadas, apenas aquele buraco no chão tipo os chineses. E mulheres: levem seu próprio papel higiênico #ficaadica






As terrazas de Pisac



Pisac




Uma vista pro vale










Pisac fica no alto do morro marcado por uma sequência de várias terrazas que eram utilizadas para plantações pelos incas. Dá para fazer ótimas fotos lá.







O mercado de Pisac



Claudia provando a chicha morada



Batatas, batatas e batatas



Segundo Juan existem mais de quatro mil variedades de batatas





Descemos o morro em direção ao povoado de Pisac que segundo Juan é um lugar que os cusquenõs costumam frequentar nos finais de semana. Ali tinha um mercado central que vendia uma infinidade de batatas diferentes (segundo o Juan, no Peru são produzidas mais de 4000 variedades delas!), entre outras produtos alimentícios. Fizemos uma parada estratégica numa lanchonete para comer umas empanadas e aproveitamos para provar tambem a chicha morada: um suco bem refrescante de cor roxa, o gosto parece uma mistura de beterraba com menta. Gostei. Nos fundos lanchonete, eles tinham um criadouro (seria essa a palavra certa?) de cuys que podiam escolhidos para ser feito no forno a lenha do estabelecimento.





Lembre-se de perguntar: é Friboi?








Depois desse afago no estômago, rumamos para Ollantaytambo que é um lugar incrível. Um forte construído no alto de uma encosta, com uns blocos gigantes de pedra. Muito impressionante. Chegamos lá na hora do almoço, bem antes dos grupos turísticos e visitamos o lugar com maior tranquilidade. Depois que descemos e finalmente fomos almoçar no restaurante ao pé da ruína, Ollantaytambo parecia um formigueiro de turistas pra cima e pra baixo. Esse almoço também foi nossa despedida do nosso guia Juan. Ele nos indicou o caminho para a estação de trem que nos levaria até Águas Calientes para a última etapa do circuito inca: Machu Picchu.





A entrada de Ollantaytambo



Respira fundo e sobe!




Mantendo a hidratação, tenha sempre uma garrafinha d’água mão



A tarde costuma encher bastante com a chegada dos grupos vindo de Cusco




Mais aquedutos incas, agora em Ollantaytambo



Adiós, Ollantaytambo



Partiu Aguas Calientes!
Escrito por Claudio Lemos