golden temple

O incrível (e reluzente) Pavilhão Dourado.

Como havia comentado no post de Kyoto,  a cidade com certeza terá mais templos a oferecer do que seu tempo disponível por lá. E uma coisa que já aprendi viajando é que depois de certo tempo todos os castelos europeus são meio parecidos e a visita acaba sendo um mais do mesmo, mas com algum toquezinho aqui e ali. O mesmo podemos dizer das igrejas católicas seja no Brasil, Peru, Espanha ou Itália, todas guardam uma mesma identidade e depois de certa vivência adquirida fica aquele deja vu eterno a cada nova igreja.

Digo isso porque embora a primeira vista tenha achado incrível ver os templos japoneses com suas pagodas altas de telhados curvos, toriis, estátuas de animais e outras divindades, fontes d’água, luminárias vermelhas, etc e tal, depois de um tempo acaba batendo esse sentimento de mais do mesmo. Ainda mais por não ser praticante do xintoísmo nem budismo, embora até colegue com os preceitos de ambas.

Bom, com isso em mente, o nosso top 3 the best of de Kyoto são Kinkaku-ji, Castelo Nijo e Fushimi, abaixo explico porque cada um deles nos marcou.

 

Kinkaku-ji, aka Golden Pavillion (Pavilhão Dourado)

Desde que comecei a pesquisar sobre os templos de Kyoto parecia que todos os caminhos levavam ao pavilhão dourado. Era uma das poucas unanimidades de indicação. Chegar lá é fácil. Seguimos o roteiro que a Aprendiz de Viajante havia publicado, pegando ônibus 205 ali no centro de Kyoto e passando primeiro no Daitoku-ji que tem belos jardins zen.

dainsen-in

O Daisen-in é um dos jardins dentro do complexo Daitoku-ji

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De lá seguimos caminhando até o Pavilhão Dourado. A caminhada é mais ou menos  10min, só que demoramos o dobro disso pois no meio do caminho começou a nevar e a Claudia ficou lokona. Já havíamos visto neve antes, porém esta foi a primeira vez que vimos a neve efetivamente caindo céu, com aqueles floquinhos brancos. Eu tava morrendo de frio e doido pra chegar, mas a Claudia parecia criança, pulando na rua, fotografando sem parar e gritando de emoção. Era uma neve intermitente, indo e vindo, ora abrindo espaço pro sol lindo mas que não aquecia nada.

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E eis que a neve cai do nada…

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Realmente não dá pra negar a beleza do momento pós-neve

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snowkyoto

Essa hora apertou a neve

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mas a Claudia tava felizona

claudio na neve

já eu, nem tanto.

Quando finalmente chegamos no Pavilhão Dourado demos a sorte pegar este momento abaixo!

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O pavilhão Dourado se destaca de outras construções parecidas que você vê por lá justamente pela sua cor. É realmente lindo e diferente dos outros, aquela penca de indicações que havia lido fazia sentido mesmo. Não dá pra deixar esse de fora da sua lista de atrações em Kyoto.

 

Castelo Nijo

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Chegando no Castelo Nijo

Castelo é tudo igual, menos quando é diferente né? Pois então assim como alguns castelos na Europa, a propriedade aonde se encontra o Castelo Nijo em Kyoto é cercada por um fosso, restringindo o acesso a seu interior pelas por uma das três pontes que ligam os dois lados.

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O terreno é grande, com várias construções dentro, além jardins com aquele paisagismo bem harmônico (influencia do feng shui?) como os japas curtem.

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Mas ao contrário daquela ostentação ocidental, o interior do castelo é de uma simplicidade ímpar. As paredes são finas divisórias que podem ser aberta para dar acesso ao outro ambiente. O piso é de tatame. Não há camas, nem mobília. No máximo, uma pintura  de árvores nas divisórias. Os corredores no entorno dos aposentos são todos feitos com piso rouxinol – aonde é impossível andar sem fazer a madeira ranger (e portanto alertando a presença de alguém). Não é permitido andar de sapatos lá dentro, apenas com as sapatilhas japas que estão disponíveis na entrada do prédio.

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Bora lá entrar no Castelo

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Portão principal do palácio Ninomaru

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Alguns aposentos estão com manequins reproduzindo cenas do japão feudal

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inside ninomaru

As paredes das divisórias pintadas era o máximo de ostentação dentro do palácio

A visita ao castelo em si é até rápida, mas andar pelos jardins demanda um tempinho.

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Era o comecinho da sakura e os japoneses estavam com as máquinas em punho para registrar tudo.

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Fushimi

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O caminho de toriis interminável de Fushimi

Havia lido alguns reviews dizendo que não valia a pena ir a Fushimi pois a única atração de lá era o caminho dos toriis. Bom, a bem da verdade, a grande atração de lá realmente é o caminho de toriis, só que no nosso ponto de vista super vale(u) a pena pois foi o único templo que visitamos aonde havia um caminho de toriis dessa magnitude.

A base do tempo fica na saída da estação da estação de trem de Inari (pertencente ao grupo JR), poucos passos e já somos brindados com um grande tori na entrada.

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A estação de Inari, praticamente grudada na entrada do templo

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Entrada de Fushimi

IMG_1834Passado esse grande torii, há um pátio central aonde avistamos alguns monges circulando. A esquerda há uma vendinha de souveniers do templo, compramos um e pedimos para o japonês que nos atender escrever nossos nomes no idioma natal, além de uma mensagem de alegria e saúde mas ao invés de prendermos no local como dita o costume, trouxemos o regalo pra casa.

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No pátio central há uma grande pagoda (e o Sr. Miyagi aplaudindo)

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Vimos alguns monges por ali rezando

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O souvenir que trouxemos para casa

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Parte do ritual de entrar no templo inclui a lavagem das mãos

A direita do pátio podíamos avistar o início do caminhos de toriis e fomos lá.Subimos um tempão pelo meio deles e perdi a conta de quantas fotos tiramos ali. A ideia inicial de subir o caminho até o topo foi abandonada depois de uns 20 minutos de subida quando lemos em alguma placa que o caminho era eterno até o cume. Hipérbole, claro, mas era papo de 2h de caminhada no total ou só subindo, não lembro mais ao certo. De qualquer forma já seria tempo demais e voltamos até a base para retornar para Kyoto cheio de fotos :)

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Toriis infinitos

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Na saída resolvemos provar esse bolinho aí que estava fazendo sucesso a julgar pela fila

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O tal bolinho pronto que não conseguimos nem terminar de comer. Era uma gororoba frita que não curtimos nem um pouco

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Já o primo do guiyoza vendido ao lado estava ótimo

Escrito por Claudio Lemos