São Paulo – Sexta feira à noite, aproveitando um resquício de viagem a trabalho antes de voltarmos para o Rio, eu e a Claudia saímos com um casal de amigos pra jantar num restaurante na região dos Jardins. Abro a carta de vinhos mas para minha decepção não havia um representante brasileiro sequer na parte de vinhos tintos ou brancos. É uma pena, pois há mais ou menos uma semana atrás, embarcávamos em direção a Bento Gonçalves no coração das Serras Gaúchas para conhecer o Vale dos Vinhedos, uma região aonde estão localizadas umas trocentas vinícolas. Todas ali juntinhas numa área pouco extensa, mole mole de visitar de carro. Uma delícia! Quer saber mais? Então vamos lá, aproveita e encha um taça de vinho para aproveitar melhor esse post.

 

Caxias do Sul da janelinha do avião

 

O aeroporto de Caxias do Sul é a melhor opção para visitar as Serras Gaúchas

 

Bento Gonçalves fica a cerca de duas horas de carro de Porto Alegre, mas se você estiver pensando em ir de avião, recomendo fazer como eu fiz: pegue um voo até Caxias do Sul que fica a somente 45min de carro de lá. Sem contar que o aeroporto é menor e menos movimentado. As locadoras de carro ficam bem em frente ao terminal, basta atravessar a rua. O trâmite é bem mais fluido do que em POA. A mesma lógica vale se você estiver planejando uma viagem a Gramado (e eu nem tinha me ligado nisso quando fui lá ano passado…).

Vale dos Vinhedos

 

A estrada de Caxias do Sul até Bento é tranquila, sem percalços. Ao chegar em Bento você vai perceber o esforço da Aprovale em tornar o lugar atraente para os apreciadores de vinho. A sinalização indicativa no Vale dos Vinhedos é muito boa, permitindo que você se localize facilmente. E todas as vinícolas também disponibilizam folhetos com o mapa da região.

Isso sem mencionar que percorrendo as estradas do Vale dos Vinhedos você ainda pode ser surpreendido por pequenas vinícolas que não estão no mapa.

Separamos três dias inteiros para ficar ali na região, além disso como nosso voo chegou em Caxias do Sul as onze da manhã, ainda deu para aproveitar a tarde do dia de chegada também. A impressão que tive é qualquer intervalo entre 1 a 5 dias ali vai ser excelente. Quanto mais você tiver na região, mais vinícolas poderá usufruir. E também sobra um tempinho pra percorrer os Caminhos de Pedra e, quem sabe, o passeio da Maria Fumaça.

De qualquer forma, o grande atrativo da região é mesmo a vitivinicultura. E o mais legal é que você não precisa ser entendido do assunto para aproveitar os vinhos, mesmo porque a cada vinícola seu conhecimento sobre vinhos vai aumentar sem você nem perceber (já o teor alcoólico são outros quinhentos…).

Para esse post não ficar gigante, vou desmembrá-lo em mais posts. Um dedicado a hospedagem e restaurantes de lá. Outro, mais longo um pouco, dedicado as vinícolas que visitei. E o último post aproveito pra falar um pouquinho do Caminhos de Pedra. Fique a vontade para ler na ordem que quiser ou mais lhe interessar.

Quer saber onde ficar em Bento? Então vem pro próximo post comigo

 

Escrito por Claudio Lemos