O primeiro dia de visita ao Glaciar é absolutamente surpreendente. Pegamos o carro e saímos do hotel em direção ao parque (60km de distância ou cerca de 1h). A estrada é super tranquila e bem sinalizada. O asfalto é bom, ainda que não seja aquele tapete. Na entrada do parque você é solicitado a parar e pagar o fee de entrada aos guardas. Parece que chegou mas ainda demora um pouquinho mais…

Mas aí você faz uma curva e….POW

E isso ainda é um aperitivo. A parada do mirador dos suspiros (??) é tão somente o primeiro contato com o Glaciar. Mas ali você já percebeu que um espírito paparazzi se apossou do seu dedo e vai ser difícil não voltar para casa com o cartão de memória da câmera cheio.

Seguindo pela estrada chegamos a base do morro ainda estão as passarelas dão vista para o glaciar. É um esquema bem aos moldes de Foz do Iguaçu. São quilômetros de passarelas que variam em altitude e proximidade, proporcionando novos ângulos a cada curva. Como chegamos perto de meio-dia, o acesso ao topo do morro já estava com o estacionamento lotado e com isso fomos desviados para o estacionamento na base do morro o que acabou sendo muito mais proveitos. Na base do morro havia um pequeno restaurante/cafeteria e banheiros. Do estacionamento pode-se pegar um shuttle até o topo do morro onde fica há um pavilhão com informações turísticas, uma grande lanchonete e banheiros também. Nós iríamos pegar o shuttle que liga os dois estacionamentos, quando meio que por acaso notei uma placa indicando caminho para as passarelas ao lado da cafeteria.

A minha curiosidade meio que levou por ali e acabei descobrindo sem querer que aquele é o caminho que pode ser feito desde a base até o topo do morro percorrendo as passarelas. E é muito mais interessante percorrer o caminho saindo da base (ao lado dessa cafeteria) por que a sensação é que você vai conquistando o Perito Moreno a cada passo (o caminho no sentido inverso, começa de cara pro gol e vai se afastando aos poucos…caído, né?)

Ele vai ficando mais perto

E mais perto

E conforme continua a passarela continua, saímos da base do Glaciar e gradativamente vamos ganhando altitude até encará-lo de frente!

A caminhada é simplesmente inacreditável! É um daqueles lugares que você agradece a natureza por ter criado algo tão lindo.

O gelo vai apresentando tonalidades diferentes conforme a luz incide nele e conforme o seu ângulo percebe a luz solar que incide nele.

São tons que vão do branco a cinza, sempre com um halo azul. Lindo demais!

E a qualquer momento a geleira pode te surpreender com desprendendo um enorme bloco de gelo no lago. Sim, porque o Glaciar está em constante processo de degelo na beirada aonde faz divisa com o lago. Segundo os guias, este é um processo natural e uma vez que lá no alto nas alturas dos andes, uma quantidade igual de água vai se acumulando em forma de gelo no glaciar, repondo a massa que é perdida na parte mais baixa do glaciar.

No fim das contas, ficamos bem umas quatro horas por ali percorrendo as passarelas e tirando infinitas fotos do Glaciar. Mesmo assim não percorremos a totalidade das passarelas nesse dia. Como o parque tem hora para fechar, aproveitamos para fazer um lanche rápido na lanchonete da parte superior, demos aquela passada estratégica no banheiro e pegamos o último shuttle que nos levaria ao estacionamento da parte de baixo onde estava o nosso carro.

Já tava mais que feliz da vida com esse dia, mas no dia seguinte ainda teria o Minitrekking pela frente

(to be continued… no próximo post )

Escrito por Claudio Lemos