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Havíamos lido alguns relatos de viagem bem legais nos Lençóis no Turomaquia, no Matraqueando e no Viaje naViagem. Com base nisso, acabamos montando nosso roteiro de viagem da seguinte forma:

1 dia – Chegada a São Luís + transfer até Barreirinhas
2 dia – Barreirinhas – passeios de bóia cross (manhã) + lagoa bonita (tarde)
3 dia – Barreirinhas – Lagoa da Esperança (tarde)
4 dia – Barreirinhas – Lagoa Azul + sobrevoo dos Lençóis + barco até Atins
5 dia – Atins – Lagoa Verde + camarão da Luzia + boia-cross no Rancho do Buna
6 dia – Atins > volta de barco parando em Mandacaru (subida no Farol), Caburé (andar de quadriciclo) e Vassouras (Pequenos Lençóis + alimentar macacos-prego) até Barreirinhas >>  transfer de volta São Luís.
7 dia – São Luís – visita ao centro histórico (manhã) + visita da Raposa e São José de Ribamar (tarde)
8 dia – aquele momento triste da volta pra casa :(

 

HOSPEDAGEM EM BARREIRINHAS

No post anterior havia comentado que Barreirinhas não é exatamente aquela cidade incrível que valha a viagem né? Mas como ali será a sua base para os passeios pros Lençóis não há muito como fugir dela. É claramente uma cidade que cresceu (e ainda cresce) desordenadamente por conta do ecoturismo em nos Lençóis. E como chegamos em meio ao feriado a cidade estava com uma população acima da conta. Encontrar quartos disponíveis foi um certo sufoco, mas felizmente caímos a Pousada Vila Cruzeiro também conhecida como Pousada da Guga, que é uma figuraça e virou um personagem muito presente na nossa viagem por lá.

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Nós e a Guga na pousada

A Guga é moradora de Barreirinhas há mais de 20 anos e já esteve ligada a secretária de comunicação de lá. Ela tem uma história de vida incrível, daria um filme. Conhece todo mundo lá, fala alto com uma voz rouca castigada pelo cigarro. Há cerca de uns dois anos, resolveu investir num sonho de vida e abriu sua própria pousada que conta com poucos quartos (6 ou 8  não lembro ao certo) já pensando em dar uma atenção mais próxima aos seus hóspedes.

 A pousada é beeem simples, mas os quartos tem chuveiro elétrico e ar-condicionado (mas a luz elétrica em Barreirinhas é meio temperamental). E o café da manhã tem uns bolos deliciosos e tapioca feita na hora. A Guga super ajudou a gente a reservar os passeios por lá e ainda fez nosso transfer de ida e volta pra São Luís. Éramos um grupo de cinco pessoas e a Guga teve um super carinho conosco, parecia a mãe do grupo inteiro. Ficava preocupado se nosso café-da-manhã estava bom. Queria saber se tudo tinha corrido bem nos passeios. Foi até buscar a gente de carro um dia no ferry boat para evitar que ficássemos horas esperando a balsa atravessar a Toyota 4×4. Gente, ela até chorou quando a gente foi embora. Como não se encantar com uma pessoa dessa?

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A recepção da pousada

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Os quartos são simples mas o ar funciona e o banheiro tem água quente

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Nem ligamos a tv

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ATINS

Em Atins ficamos na Rancho do Buna que é quase uma unanimidade no TripAdvisor. A pousada é incrível. Foi toda construída pelo Buna que é um artista em estado puro. Sério mesmo, ele tem um talento nato pra decoração/escultura. Poderia facilmente ganhar uma grana vendendo móveis e projetos de arquitetura, mas quem disse que ele busca isso?

O Rancho do Buna é super agradável de ficar. Há um rio que circunda a propriedade e eles emprestam bóias de graça aos hóspedes para fazer o boia-cross ali. O staff é ótimo. O Tim que atualmente deve ser o braço direito e esquerdo do Buna, é um cara super amigável e simpático. Desde o momento que você chega na pousada, a sensação é como se estivesse na casa de amigos.

Há uma piscina ótima pra curtir um fim de tarde e um redário no alto do salão aonde funciona a recepção e o restaurante do rancho. Há vários animais que vivem no rancho: pavões, patos, galinhas, gatos e cachorros que ficam ali entre os hóspedes sem incomodar ninguém. Os quartos são espaçosos e todas as camas contam com um mosquiteiro (embora seja necessária uma chacina diária de muriçocas antes de dormir). Não há ar-condicionado, mas tem um ventilador que quebra um galho, pois Atins não tão é quente como Barreirinhas por conta da proximidade com o mar que sempre traz uma brisa gostosa. Não foi a melhor noite de sono que já tive na vida…mas já estava preparado psicologicamente para o desapego e vou te falar que sai de lá com uma tristeza de deixar aquele mundo pra trás.

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Rancho do Buna

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Redes ao ar livre

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Os quartos tem varanda com rede também

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O chaveiro de cada quarto é personalizado. E é impossível de perder

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Mesmo com o mosquiteiro é difícil manter os mosquitos do lado de fora

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Banheiro super simples, mas atende

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A recepção aonde é servido o café da manhã. Repara só no mobiliário confeccionado pelo Buna

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As esculturas também são do Buna

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E o rancho ainda tem alguns animais soltos por ali

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Em cima da recepção há um redário para tirar aquela sesta

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Área da piscina

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Buna (a esq) e o Tim, o gerente geral, super boa praça

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SÃO LUÍS

Deixamos São Luís pro final pois queríamos ter uma dose de conforto padrão FIFA depois de quase uma semana de sol forte em pousadas com pouca infra e em companhia de muitos mosquitos. Ficamos duas noites no Hotel Luzeiros e digo sem a menor sombra de dúvida que foi realmente a melhor decisão que tomamos. O café da manhã é incrível e foi o único lugar da viagem aonde comemos uma tapioca boa mesmo. Os quartos dão vista pro mar e a é cama king-size :)

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A vista do quarto do Luzeiros

Escrito por Claudio Lemos