Valparaíso

Valparaiso

Viña Del Mar

Viña Del Mar

Confesso que fiz pouquíssima pesquisa para este retorno ao Chile. Estávamos indo com um casal de amigos que não conhecia Santiago, mas tinha aquela disposição que o Riq Freire classifica como maraturismo – a tentativa de percorrer o máximo de pontos turísticos (ou não) numa mesma viagem. Eu e a Claudia simplesmente embarcamos na viagem deles. Em algum momento, nos meses que antecederam a viagem, definimos que iríamos passar um dia fazendo o bate-volta clássico para Valparaíso e Viña Del Mar, e ainda teríamos um dia para ir ao Vale Nevado fora da época de temporada (conto mais sobre esse programa de índio nesse post aqui). E ainda teríamos dois dias inteiros para curtir Santiago.

Duas panorâmicas do porto de Valparaíso

Em termos de planejamento a contribuição que dei foi achar esse post do Viagens Em Foco com o contato do Humberto um guia (e motorista) muito simpático que fala portunhol, caso seu espanhol não seja redondo. Troquei alguns emails com ele e tudo fluiu numa boa. Caso tenha interesse em contratar um guia, eu recomendo! O contato dele segue abaixo:

Humberto Salvo Guerreiro – humberto.salvo@live.cl

Grafites em Valparaíso

Se tivesse parado um pouquinho mais para pesquisar Valparaíso, teria separado mais tempo para ficar lá. Para quem curte street art, a cidade é um must see. Há vários grafites espalhos pela cidade inteira, inclusive um pedaço foi batizado como Museu a Céu Aberto. Fica nas redondezas da rua Hector Calvo e vale muito a pena caminhar despretenciosamente por ali no Cerro Bellavista, apreciando a arte ao ar livre. O lugar tem uma vibe que me lembrou muito Santa Teresa  (daqui do Rio de Janeiro). Inclusive os ascensores que deveriam fazer a ligação entre a parte alta e baixa do morro estavam desligados, qualquer semelhança com o bondinho de Santa é mera coincidência :S
Mas o grafite não está restrito a essa região não. Pela cidade inteira, basta ficar atento que se nota o colorido. Aliás, as casas também são bem coloridas. Deve ser para tentar espantar o ar decadente que parece assombrar cidades portuárias. 

Museu a Céu aberto e mais uns grafites espalhados pela cidade

O simpático bairro de Cerro Bellavista

O funicular que liga a parte baixa até o Cerro Bellavista...

O funicular que liga a parte baixa até o Cerro Bellavista…

desespero

..tava quebrado: nããããooooooooo!!!!!

Mas mesmo com esse jeitão meio caindo aos pedaços, a cidade tem um charme próprio com seus bondinhos elétricos passeando pelo centro em meio a arquitetura marcante da cidade que consegue misturar estilo colonial espanhol com elementos vitorianos e neoclássicos em um mesmo bairro. Queria ter tido tempo para ficar em Valpo (já to íntimo da cidade hehehe) e andar sem rumo, mas não foi dessa vez.
Museu Naval

Museu Naval e Marítimo de Valparaíso

NERUDA: MUSEU LA SEBASTIANA

Nosso guia, nos levou a La Sebastiana – a casa do Neruda na cidade. O poeta é um grande trunfo do turismo chileno. O prêmio Nobel de literatura que ele ganhou em 1971 ainda deve render muitos dividendos pro país, ao menos pro turismo. Três casas em que Neruda morou se transformaram em museus: La Chascona em Santiago, La Sebastiana em Valparaíso e Isla Negra no Balneário de Isla Negra. A última ainda não tive a sorte de visitar (olha aí os passeios se delineando na próxima visita ao Chile!) e a primeira nós fomos na nossa visita anterior a Santiago. Agora foi a hora de conhecer La Sebastiana, um casa de cinco andares que vai afunilando a medida que se sobem os andares. É menor que a Chascona e menos interessante também. O ingresso a casa dá direito a um audioguia que vai pontuando os detalhes de cada cômodo, em explicações um tanto longas na minha opinião. De qualquer forma, a persona do Neruda é bem peculiar. Ele tinha uma quedinha por motivos navais, logo não se espante em ver uma escotilha na casa. A decoração também fica na interseção entre o brega e o kitsch. No mínimo, curioso.
Antes de deixarmos Valparaíso, nosso guia ainda nos levou até o mirante do lado do Museu Naval e Marítimo daonde é possível avistar toda a extensão da cidade e até sua vizinha Viña del Mar. Mó visual maneiro!

Viña Del Mar

Saímos de Valparaíso quase duas da tarde em direção a Viña del Mar paramos em frente ao Relógio de Flores para fazer aquela clássica foto turística e de lá seguimos pro restaurante que o guia havia reservado para nós. Confesso que estava bem pé atrás em relação a esse almoço. Tinha toda cara de ser aquele lugares pega-turista. E não que não tenha sido, mas fiquei impressionado com a qualidade de cozinha do Castillo del Mar. Pedimos um Tesouro do Mar e mais um ceviche Mixto, além disso nas sobremesas caímos dentro do creme de lúcuma, mousse de chocolate branco e cheesecake de nutella.
Fototurística clássica de Viña del Mar

Fototurística clássica de Viña del Mar

Jardins bem cuidados e ruas limpas

Jardins bem cuidados e ruas limpas

Castillo del Mar 

cevichex

Ceviche mixto

Lúcuma!

Mousse de chocolate branco

Mousse de chocolate branco

Embora a distância entre Valparaíso de Viña Del Mar seja inferior a dez quilômetros, as cidades parecem ter origem em universos diferentes. Vinã é aquele típico balneário rico, com prédios luxuosos, ruas arrumadinhas e jardins bem comportados. Pra inglês ver, saca? Quase não rodamos na cidade, após o almoço (que quase emendou no chá da tarde) subimos até o mirante que dava vista para as praias de lá e rumamos de volta para Santiago.
Como disse lá em cima, faltou planejamento. Preferia ter dedicado o dia inteiro (e possívelmente um pernoite) em Valpo e quem sabe até uma parada estratégica na vinda em alguma viníciola do Vale Casablanca. Li bons reviews sobre a vinícola Indómita e a Emiliana (que só produz vinhos orgânicos). Enfim, é sempre bom ter motivos pra voltar né?

Vista panorâmica de Viña del Mar

Escrito por Claudio Lemos