Fervedouro: uma experiência única e muito maneira!


Depois de um dia de caminhada embaixo de chuva, a pergunta que não saia da cabeça dos membros do grupo era: será que esse tempo ruim vai continuar? Juntando esforços para cultivar pensamentos positivos, saímos de manhãzinha em direção a Mateiros, uma das cidades que servem de ponto de apoio a quem pretende visitar ao Jalapão. Mateiros tem uma população de 7mil habitantes, posto de gasolina, duas pousadas e um mini comércio (padaria, mercadinho, sorveteria e um centro de artesanato de capim dourado). É também o único ponto da viagem com cobertura telefônica móvel.

É impossível afundar!

E areia vai te perseguir até a próxima encarnação
Logo após passarmos por Mateiros chegamos a nossa primeira parada do dia: os fervedouros. Gostei mais do primeiro fervedouro do que do segundo, pois é menor (cabem 6 pessoas por vez) permitindo aproveitar melhor esse efeito muito doido da ressurgência da água. Você simplesmente não consegue afundar, pois a água te joga pra cima. É o inverso da areia movediça! Tecnicamente falando, é um canal subterrâneo que corre por ali e ressurge jogando partículas de areia para cima. Como a água não pára de jorrar, as partículas estão sempre em suspensão e com isso elas ficam “boiando” na água sem poder se assentar no fundo, por consequência fica impossível afundar. É um efeito semelhante ao do Mar Morto, embora lá isso aconteça em função da salinidade ao invés da areia. Aliás, prepare-se porque é uma areia lazarenta que gruda que nem superbonder. Muito provavelmente suas roupas retornarão para casa ainda impregnadas com partículas delas. Vai vendo só…nesse fervedouro dá para fazer uma brincadeira legal que é sair correndo dentro água em direção ao ponto da ressurgência e em algum momento seus pés começam a meio que andar nas partículas, acima do leito/chão do poço. Muito doido!

Pausa pro almoço e café
Depois desse fervedouro, passamos a outro fervedouro bem maior que cabe o grupo inteiro, porém os efeitos são menos intensos do que seu primo menor. Há uma pausa para almoço num espaço montado pela Korubo, semelhante ao do acampamento, com mesa comunal, cozinha e banheiros, num espaço fechado para evitar os mosquitos. Tudo alto nível! A comida como sempre ótima.

Cachoeira da Formiga com uma água cristalina

E surpreendetemente quente

A impressionante visibilidade debaixo d’água da Cachoeira da Formiga
De lá seguimos para uma parada na Cachoeira da Formiga que além de águas cristalinas, apresenta uma temperatura surpreendemente quente em se tratando de uma cachoeira. A Korubo empresta ainda um par de máscaras de mergulho para podermos ver um pouco debaixo d’água. Lindão! Teve uma parte do nosso grupo que levou umas go-pros com case a prova d’água e fizeram umas fotos maneiríssimas #ficaadica

Central dos artesãos em Mateiros

E dá-lhe capim dourado!

A pracinha central de Mateiros

A última parada antes de retornamos ao acampamento era em Mateiros para comprinhas de artesanato (a oferta não é lá grandes coisas, a própria amostra que fica no safari já basta para garantir uns regalos pra família) e sorvetes. E claro, garantir uma cervejinha gelada pra galera mais chegada ao assunto :)

Curtindo a parte de cima do Korubão
Escrito por Claudio Lemos