Quando eu era pequeno relacionava viagens de avião a pessoas ricas e muito luxo. Era um mundo que não me pertencia. No máximo eu fazia umas mini-viagens de onibus dentro o estado ou até Minas Gerais. Só fui andar de avião depois que saí da faculdade e mesmo assim foi uma ponte aérea. De lá pra cá, por conta de trabalho principalmente, acabei conhecendo muito aeroporto no Brasil e tinha Galeão e Guarulhos como parâmetro de grandes aeroportos. Obviamente este conceito foi por água abaixo quando desembarquei no novíssimo terminal 5 do Heathrow em Londres.
Heathrow visto de cima
É impressionante o volume de voos processados naquele lugar. Devem ter umas cinquentas plataformas de embarque/desembarque apenas neste terminal. Eu saí do avião e fui seguindo um corredor imenso até finalmente chegar no saguão. Desci três lances de escada rolante e estava numa plataforma aonde você pega um metro (!?). Peraí, me senti no Blade Runner. Cheios de tvs de lcd com informativos, segue para cá, segue para lá, o aeroporto é muito bem sinalizado. E você pega um metro que te leva a outra parte do aeroporto! Me senti um capiau e fui tentanto assimilar aquelas infos toda. Descendo do metro e seguindo o fluxo de pessoas que estavam no avião comigo, chegamos a imigração – que será assunto do próximo post -, para depois chegar a área de coleta de bagagens. Outro susto. É um terminal do tamanho de um campo de futebol,com cerca de 50 plataformas daquelas de esteira rolante com várias malas e voce vai vendo as tvs indicando de que voo pertencem aquelas malas.
O interminável terminal de bagagens
 

O mundo inteiro chega ali, Oriente Medio, Africa, Japao, Américas, etc. Fiquei boquiaberto. Felizmente correu tudo certo, as malas estavam ali do mesmo jeito que foram embarcadas no Brasil. E saímos ao aeroporto em direção ao terminal de transporte público que é integrado ao aerorporto – uma coisa óbvia, mas que não rola aqui nas terras tupiniquins. Logo na saída do terminal havia uma espécie de chafariz de chão, um grande retângulo aonde havia água esguichando de um lado para o outro, num interessante show aquático.

O chafariz de chão na saída do terminal 5
De cara você consegue entender o real significado da expressão pontualidade britânica, ultrapassa a questão de estar presente no tempo certo. É algo que está presente em diversos aspectos do país, está na atenção aos pequenos detalhes, a funcionalidade dos serviços, o planejamento e organização de tudo lá é impressionante. Uma coisa simples e muito útil, por exemplo, na saída do terminal há uma placa com todas as opções de onibus disponíveis do aeroporto para a cidade. Parece algo tão estúpido escrever isso, mas é algo óbvio e que não acontece por aqui. Alias quando se sai de qualquer aeroporto no Brasil só vejo taxistas querendo oferecer a corrida.
 
Escrito por Claudio Lemos