Sem dúvida foi pegar o minibus. O minibus nada mais é do que a versão sul-africana do transporte público a bordo de vans. E como é um transporte barato, os passageiros são em geral a classe mais baixa e não vi um branco usando as vans. É a maior confusão! Eles conversam em Xhosa o tempo todo, um festival de plocs e tss, e para pagar a passagem é hilário. Ao invés de entregar ao motoristas, os próprios passageiros se organizam e pagam o total. Então é um passa-passa de dinheiro dentro do carro até todo mundo ter pago e recebido o troco muito caricato e regado a muito Xhosa. Assim como no Brasil, os donos do carro querem mais é que entre gente. Eu já tava desconfortável dividindo o banco com duas pessoas, quando percebi o motorista tentando fazer com que nossa linha se apertasse mais para entrar uma nova pessoa. Por sorte minha, a tiazona que estava do meu lado rodou a baiana e não deixou ninguém mais entrar. E ficou reclamando uns 10min depois por conta disso. Ou não né, afinal não entendo uma vírgula do Xhosa.
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Escrito por Claudio Lemos