A fachada da Pedrera

Com as viagens aprendi a admirar e a ficar ainda mais curioso sobre arquitetura. E é impossível passar em Barcelona incólume as obras do Gaudí. O arquiteto catalão é responsável por boa parte dos pontos turísticos da cidade: parque Guel, Sagrada Família, Casa Battló e La Pedrera.

Hall interno da Pedrera
Escadaria e tetos bem gaudínianos

Na nossa primeira vez em Barcelona acabamos não visitando a Pedrera, e como teríamos um tempo de sobra agora resolvemos aproveitar para conhecer. Talvez o fato de já ter tido um contato prévio com os prédios de Gaudí, o impacto foi menor que o da primeira vez na cidade, mas ainda assim é uma estrutura diferente. Aquelas curvas todas e colunas retorcidas te fazem pensar se uma casa não pode ser algo a mais do que é realmente oferecido pelas Cyrelas e PDGs da vida.

Como os demais prédios de Gaudí, visitar a Pedrera requer um pouco de paciência e pré-disposição a enfrentar filas. Dessa vez até que ficamos pouco, cerca de 30min e entramos no prédio pelo acesso no térreo. De lá pega-se um elevador que leva até o terraço da Pedreira aonde existem várias torres retorcidas bem no Gaudi style. Gasta-se um tempo ali admirando as curvas e o visual da cidade, cujo horizonte apresenta poucos arranha-céus. Dá para ver a Sagrada Família e a torre Agbar, bem como a praia de Barceloneta e o Port Vell.

Vista da Torre Agbar do teto da Pedrera

Continuando o tour, descemos a escada e somos levados a um andar de apartamentos que está decorado para visitação. Os portais, as maçanetas, a decoração tudo muito curioso de se ver.

A visita a Pedreira terminaria aí depois deste apartamento, porém o segundo andar do prédio (ou seria o primeiro?) abriga um centro cultural que tem entrada independente do acesso a Pedrera e cujo ingresso é grauito. E demos a sorte de pegar a exposição do Chema Madoz, cuja obra havíamos visto em parte anos atrás no CCBB do Rio. Aquelas cagadas de viagem que acontecem né?

Ainda demos a sorte de pegar a expo do Chema Madoz
Escrito por Claudio Lemos