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Em algum momento deste ano, acho que foi após a viagem do Japão, estava buscando sites que promovessem o encontro de turistas, no caso a gente mesmo, com moradores locais. E no meio dessa busca o EatWith chamou minha atenção. Porque a proposta deles é que o anfitrião abra as portas da sua casa, prepare a refeição e ainda jante contigo. É um hit combo de cultura local! Numa só tacada você conhece por dentro uma casa de um morador da cidade, prova comida local e ainda sai um monte de dicas pra aproveitar. Tudo isso pelo preço de um jantar.

Então estávamos esperando uma oportunidade surgir pra testar o site. Na nossa última viagem fomos a Londres, Amsterdam e Paris (posts em breve), todas as 3 cidades tem anfitriões presentes no site. Optamos por marcar o jantar em Paris aonde o vinho local já é francês mesmo :)

Como funciona a reserva no Eatwith?

A integração do site pode ser feita via sua id do facebook, assim como o Airbnb, o que facilita o processo de reserva. Dentre as nossas opções de host acabamos escolhendo o simpático Thomas que estava mais ou menos na nossa faixa etária e tinha vários reviews positivos. Como não havia uma data em aberto, pedi a ele que nos recebesse numa segunda-feira a noite. E em poucas horas ele aceitou nosso invite. Prontinho. Já tinhamos reserva garantida.

Em tese havíamos comprado um jantar que custava USD 43/pessoa que dava direito a entrada, principal e sobremesa, com vinhos – no plural, por favor – acompanhando. A duração prevista era de 3h. Achei justo.

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Thomas, nosso anfitrião

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Já passava de uma da manhã quando saímos de lá…

 

Uma coisa que o Thomas me explicou depois é que o site permite a quem propõe o evento optar por exclusividade no jantar ou então deixá-lo aberto para mais comensais.  A lotação máxima é definida pelo anfitrião. Como não fazia nem idéia que isso era possível, havíamos deixado em aberto caso mais alguém surgisse. Isso acabou sendo conveniente pois durante a viagem um casal amigo nosso estaria de férias por Parrí no mesmo período e convidamos eles a participar do jantar também.

A princípio, portanto, achei que seríamos nós quatro mais o Thomas, nosso host. Só que não. Como o jantar era “aberto”, tivemos uma outra turista belga que resolveu participar também. E o Thomas ainda chamou uma amiga que auxilia ele com o jantar, ajudando-o a entreter e servir os convidados.

Nossa experiência em Paris

Eu e a Claudia chegamos pontualmente as oito da noite, mas de alguma maneira a belga já estava lá. Logo depois chegaram os nossos amigos também. Quem chegou por último foi a Olga, amiga/assistente, do Thomas que já havia iniciado os trabalhos oferecendo os aperitivos (sticks com pasta de berinjela e salame italiano) junto com um vinho rosé.

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Hora de matar a fome….tá na mesa pessoal! A bem da verdade essa foto foi tirada quando já estávamos no digestivo

 

Duas garrafas rosadas depois, finalmente passamos a mesa de jantar para então começar a refeição. A entrada foi uma sopa de abóbora com gengibre e bacon, acompanhados com um vinho tinto que como não anotei na hora já esqueci. Eram todos deliciosos. O Thomas foi harmonizando cada etapa da refeição com um vinho de um região diferente. Teve bourdeaux, bourgone e…aquele…como era mesmo….Então, malzae vou ficar devendo o nome. O principal foi um bolo de carne no tomate acompanhado de purê de batatas e a sobremesa foi o clássico crème brulée que a Claudia ama de paixão.

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Sopa de abóbora de entrada

 

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Bolo de carne no tomate

 

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O bolo de carne lembra uma almôndega mais saborosa que a média

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A sobremesa preferida da Claudia

 

Não houve nenhum momento embaraçoso ou silêncio constrangedor, mesmo porque o nosso anfitrião era muito boa praça e sabia manter a conversa rolando – em inglês e, as vezes, em francês que tentávamos acompanhar sem muito sucesso. E puxando a sardinha pra gente, brasileiro sabe fazer festa né? Tenho certeza que os gringos se amarraram nos brazucas. A gente sabia manter o clima pra cima e agradável, tanto que já era quase uma da manhã e o Thomas ainda fez questão de oferecer um digestivo saideiro ou um cafézinho (ou ambos) para quem tivesse disposição. O jantar acabou durando muito mais do que as três horas protocolares previstas quando fechamos a reserva.

O mais legal é que no fim das contas, a comida em si acaba sendo bem menos relevante que a experiência em si. Era boa. Ponto. Mas no cômputo geral foi uma experiência maravilhosa. Já estou de olho pra repetir numa próxima viagem :)

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A foto “quase” oficial no fim do jantar.

Se quiser experimentar o jantar do Thomas, só clicar no link aqui.

Escrito por Claudio Lemos