realejo

Quase não tivemos tempo de nos preparar pra Cidade do México…surrupiamos algumas dicas no Sunday Cooks, trocamos figurinha com nossa bróther Sarah (não deixe de ler esse post dela) e compramos um guia impresso (nem lembrava a última vez que recorri a um desses…). Enfim, deu pro gasto. Até porquê, contrariando todas as indicações da blogosfera viajêra, decidimos dedicar 10 dias inteiros somente pro DF. E sabe o que mais? Foi uma decisão acertadíssima!

Contudo, por mais que você tenha lido tudo, sempre vai faltar alguma informação, recomendação ou alerta. Ou os três. Enfim, a gente queria compartilhar com vocês algumas dicas que não encontramos nos guias (e blogs) de viagem antes de pisarmos no DF. Se liga só:

Músicas (e ambulantes) no metrô

Foto: Eneas De Troya(CC BY 2.0)

Precisa de muita sorte para encontrar música boa no metrô . Claro que isso não aconteceu com a gente. Foto: Flickr/Eneas De Troya(CC BY 2.0)

O trânsito no DF é intenso, caótico e infestado de motoristas chambeiros ™, então aposte no metrô para fazer os deslocamentos sempre que possível. O sistema de metrô da cidade conta com 12 linhas, ou seja, é possível se virar numa boa. Contudo, as estações e os vagões costumam ser meio velhos e mal cuidados. Difícil pôr ordem numa população gigantesca como no DF. Então acostume-se com a ideia de ver pedintes, ambulantes vendendo de tudo dentro dos vagões. Além disso, a cantoria é certa. Mal um artista acaba de se apresentar, logo vem outro. Mas a qualidade musical é beeem duvidosa.

Gorjeta e conta cerrada

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De acordo com a etiqueta mexicana, é comum deixar entre 10 a 15% de gorjeta em restaurantes, cafés, etc. Ela não vem somada ao valor total. O garçom trás a conta para a conferência e vai lhe dizer “cerrada?” Demoramos vários dias para entender que esta pergunta é a deixa pro cliente informar quanto de gorjeta vai dar. Certeza que eles acham a g

Taxa da fotografia

foto zocalo

Pelo menos na rua o click é livre :)

Espero que esta prática não seja espalhada para fora do DF. Praticamente todos os museus que visitamos cobravam, além do ingresso, uma sobretaxa para que pudessem ser feitas fotos no interior do museu. Se você é destes que quer tirar foto de todos os quadros, esculturas e da arquitetura interna, prepare o bolso pra essa taxa inconveniente. E nem pense em dar uma de esperto, porque todo o staff do museu é treinado pra conferir se você pagou a maldita inconveniência.

Táxis vs Uber

riquixá zocalo

No centro da cidade é possível encontrar estes riquixás pra curtas distâncias. Não é baratinho, mas é divertido e poupa um pouco as pernas.

Já falamos que o trânsito é caótico, né? Claro que os taxistas tem uma parcela de culpa aí. Há vários relatos de turistas que se deram mal com taxis por lá. O mais comum é o taxista aumentar o preço da corrida ou dar um rolé desnecessário contigo pra ganhar um troco a mais. Além disso, os pontos de táxi na rua (chamados de taxis de sitio) não ligam o taxímetro, cabendo ao turista combinar o preço previamente. Ou se arrepender. A corrida de um táxi de sitio é beeem mais cara do que seria com o taxímetro, mas pelo há a garantia/segurança em saber que dali pra frente é um transporte seguro. Mesmo sendo mais cara, ainda é barata pros padrões Rio-SP.

Agora bom mesmo, é usar o UberX. O serviço é bem melhor e ainda é uma pechincha. Pra vocês terem ideia, a corrida de Condesa até o aeroporto custou R$18,19 (fev/15, num domingo de manhã sem trânsito). É mole descolar um wifi pra pedir seu Uber, vale a pena.

Câmbio tranquilo, câmbio favorável

Foto: J.P.C. (Flickr (CC BY SA 2.0)

Foto: J.P.C. (Flickr (CC BY SA 2.0)

Uma das maiores surpresas pra gente foi perceber que, apesar de toda a crise econômica brasileira, o real ainda está valorizado face ao peso mexicano. Alimentação e transporte custam menos que no eixo Rio-SP. Mas isto não significa no entanto que seja um bom lugar pra comprar eletrônicos. Os importados por lá também custam caro como aqui no Brasil.

Cadê os brazucas?

Não é muito comum ouvir por aí que alguém foi para a Cidade do México a turismo, né? Aqui no Brasil quando falávamos da viagem pro México só ouvíamos “vocês vão pra Cancún?

Gente, o México é muito mais que Cancún! Na Cidade do México encontramos pouquíssimos brasileiros turistando. Dava pra contar nos dedos quantas vezes ouvimos português por lá. Os próprios mexicanos supunham que estávamos morando na cidade. O DF é uma cidade cosmopolita, portanto é comum encontrar estrangeiros de várias partes do mundo vivendo ali. Quando dizíamos que estávamos a passeio, abriam um sorriso surpreso e começavam a trocar ideia gentilmente. É um povo hospitaleiro e orgulhoso (no bom sentido) de sua história. Faziam questão de dar dicas e contar um pouco da sua cultura pra nós.

Paraíso para amantes de arte e história

teotihuacan de frente

Dá pra ficar um dia inteiro só olhando pra essa pirâmide…

O vale aonde hoje se encontra a Cidade do México começou a ser habitado mais de 3mil anos antes de Cristo! Diversos povoados olmecas estabeleceram-se ali até a consolidação do Império Asteca, em 1325. O império asteca viveu dias de glória até ser esfacelado por conta da conquista espanhola, em 1520. A partir daí, começa o início a formação da história mexicana recente que inclui até um curto período de invasão francesa e intervenção norte-americana.

Olha, te digo uma coisa: é um prato cheio pra quem curte história!

Além disso, hoje o DF conta com mais de 110 espaços museográficos. É muito mais do que podemos dar conta numa vida. Há uma riqueza de quadros, pinturas, esculturas e arquitetura pra você ficar vidrado um tempão. Pra quem é rato de museu, prepare-se!

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Se tiver mais dúvidas sobre o DF, deixe na um comentário na caixa aí embaixo, blz?

Escrito por Claudio Lemos