Quando chegamos em Palmas na sexta-feira no aeroporto, no voo da Azul das 15h, éramos os únicos participantes da excursão da Korubo naquele voo. O restante do grupo viria em voos da Tam e da Gol que chegariam mais a noitinha. E pra piorar naquela sexta-feira caiu uma chuva bizarra que causou atrasos nos voos em várias partes do país. Infelizmente aquele mal tempo nos acompanharia por boa parte da nossa semana jalapenha.

No sábado pela manhã, na movimentação do café da manhã da pousada já começavamos a identificar o grupo que provavelmente nos acompanharia durante aquela expedição. O transfer estava marcado para sair cedo (por volta das 8h30) no caminhãozinho da Korubo, que apelidamos de Korubinho em contrapartida ao outro caminhão que pegaríamos em Ponte Alta do Tocantins que por ser bem maior, foi logo apelidado do Korubão (e tambem de digestruck nos momentos pós-almoço). Logo ao entrarmos no Korubinho, recebemos nossos kits individuais com uma caneca personalizada (não reciclável) para beber águas/sucos durante os dias do safari camp, uma capa de chuva e lenços umidecidos biodegradáveis.

Mudança de caminhão em Ponte Alta
O trajeto até Ponte Alta tem 160km em estrada asfaltada mas cheias de curvas e ladeiras. O Korubinho faz uma parada pra banheiro e água, antes de chegarmos em Ponte Alta aonde um almoço está nos esperando na pousadinha bem simples. Após o almoço, entraríamos finalmente no Jalapão e partir daí é só estrada de terra. O guia Mauro, figuraça que nos acompanharia a partir de Ponte Alta brincava que quando começasse a estrada o caminhão metia semprevinte, sempretrinta e tem horas que engata até semprequarenta, portanto prepara-se pra muitas horas de trajeto lento e sacolejante.

Ponte Alta é a hora de dar adeus ao asfalto. De agora em diante só estradinhas assim…
Saímos de Ponte Alta logo após o almoço e não demorou muito para começar a aventura. Numa ladeirona, o Korubão deu uma patinada e o motorista resolver descer de ré e desembarcar todo mundo. A equipe da Korubo que vinha acompanhando na caminhonete 4×4 logo chegou para colocar uns trilhos de metal no chão para fazer com que o Korubão conseguisse ultrapassar o lamaçal ladeira acima. Por conta da chuva, a estrada de terra estava super escorregadia em alguns pontos. Enquanto esperávamos a subida do caminhão, não restou outra opção a não ser andar a pé até o alto da ladeira para esperar o Korubão subir. Foi um bom começo de aventura :)
Mais a frente fizemos a parada na primeira atração da viagem: o Caniôn do Sussuapara. Por uma picada ao lado da estrada, caminha-se cerca de uns 10min e finalmente chegamos ao canion escondidinho em meio a vereda. É uma formação geológica bem interessante e lá ao fundo dele há uma ressurgência de água que permite um refresco rápido no corpo. Pelo que havia lido, imaginava um cânion mais grandioso e bonito, enfim a expectativa era alta mas acabou sendo legal mesmo assim.

Caminho até Cânion

Marmelos a vontade no caminho

Felizão no cânion
De lá continuamos viagem até o acampamento, não sem antes uma paradinha estratégica para banheiros (atrás do mato, começando a praticar o desapego segundo o Mauro) e um lanchinho repleto de club-social e sucos diversos. Quando finalmente chegamos ao acampamento já estava bem escuro e uma chuva infeliz começou a cair, o incial briefing/tour do acampamento ficou um pouco prejudicado por conta da água que caía. De qualquer forma, o Mauro estipulou um tempinho para tomarmos banho e na sequência seria servido o jantar. Após o jantar ele deu mais alguns detalhes sobre sobre o acampamento e contou algumas histórias. Por conta do mau tempo, decidiu também mudar cronograma normal dos passeios previstos. Com a chuva o nível do Rio Novo que beira o acampamento subiu bastante, então eles acharam melhor jogar o dia da canoagem mais pra frente, esperando que a água baixasse um pouco. E com isso, a programação prevista para o dia seguinte seria o trekking pela Serra do Espírito Santo, assunto do próximo post.

Pausa pro lanche

E banheiro nos arredores também. “Para começar a práticar o desapego”, segundo o Mauro
Escrito por Claudio Lemos