Nos taxis executivos pelo menos o conforto é garantido

No primeiro dia em Lima virei fã de carteirinha do Friedrich Wilhelm Gustav Bruhn. Tá eu também não tinha a menor ideia de quem ele era, e ainda não sei quase nada sobre ele, exceto que ele é o inventor da versão moderna do taxímetro. E se você nunca deu importância ao taximetro, é porque ainda não precisou pegar um táxi no Peru. Vou te falar, ô troço chato! 


Toda e qualquer corrida precisa ser negociada de antemão, só que claro que você não tem a menor ideia do valor das corridas então antes terá que se informar com os garçons, balconistas e demais transeuntes para averiguar o custo da corrida antes de começar a negociação com o taxista. E pior ainda há diferenciações entre os táxis. Havia lido em blogs antes de viajar (e o proprio guia que comprei) recomendações para só pegar os taxis amarelos que teoricamente seriam os “oficiais”. Agora vai encontrar um taxi amarelo? Mas calma que piora! Mesmo conseguindo achar um amarelinho, ainda é grande a chance de você reprová-lo a primeira vista por conta do seu estado físico. Fiquei com a impressão de que todos os taxistas compram seus carros num ferro-velho.


Ônibus em Lima

A próxima fase, quando se desiste dos táxis amarelos, é virar refém dos táxis brancos – estes sim, faceis de encontrar e num estado de conservação um pouco mais aceitável, porém fica a dúvida afinal são ou não são legalizados? E há uma certa preocupação de segurança pois nao é raro te alertarem sobre sequestros/roubos com taxis falsos. Fora disso, é cair na mão dos “taxis executivos” que estão sempre esperando clientes na porta dos bons restaurantes e hoteis. Embora confiáveis são bem mais caros.

Mesmo com as placas, o trânsito é caótico

Confesso que dá preguiça só de lembrar dos taxis de Lima. Toda hora uma negociação, e ainda por cima pode haver um choro final quando você desembarca. Momento aconteceu comigo: estava voltando do bairro de Barranco para Miraflores e havia negociado a corrida em 10 soles previamente antes de embarcar, como manda o figurino. Passei ao taxista o endereço do restaurante que iríamos mas ao chegar lá o taxista insistiu em pedir mais 2 soles, porque segundo ele haviamos ultrapassado alguma quadra que era fronteira do valor de dez soles. E aí te dá um misto de pena e indignaçao de ficar negociando R$1 né? É um porre! E um sentimento constante de que estão querendo se dar bem as suas custas.

Escrito por Claudio Lemos