Grote Knip, uma belezura de praia pública em Curaçao

A vontade de conhecer o mar do Caribe sempre esteve rondando meus planos de viagens a fazer. No entanto era difícil definir que ilha/país/cidade. São tantas opções: Aruba, Punta Cana, Cancún, Los Roques, San Andrés, St Barth, Bahamas, Cayo Largo, etc que fico perdido só de pensar. Mas aí um casal de amigos vira e diz: estamos indo pra Curaçao em novembro, porque vocês não vem com a gente? No mesmo instante aquela pulga atrás da orelha voltou a morder com força e bastava só uma mãozinha do Melhores Destinos pra tudo se concretizar. Não tardou muito a surgir uma promoção esperta da Avianca e lá fomos nós!

 

Curaçao é demais. E o fato de não haver voos diretos do Brasil acaba fazendo com que a frequência de turistas brasileiros por lá seja pequena, ou pelo menos foi a minha impressão. Fizemos um voo Rio-Bogotá (quase seis horas de voo) e de lá pegamos a conexão (mais duas horas de voo) até Curaçao. É possível também chegar na ilha via Panamá com a Copa Airlines ou por Miami com a American Airlines. Destas três com certeza a melhor opção é por Bogotá pois além de ser mais perto, Avianca conta com um serviço ligeiramente superior ao da Copa Airlines (só viaje de American Airlines só em caso de extrema necessidade, o serviço deles é um horror!).

Gostei bastante do aeroporto de Bogotá também. Achei amplo e bonito. O freeshop deles é maior que o do Panamá, caso esteja interessado em compras. E ainda dá pra trazer uma beleza de café colombiano na volta. Trouxemos um que tá fazendo maior sucesso lá no escritório. Pena que não deu pra aproveitar mais da Colômbia, mas ja já eu dou um jeito de fazer um roteiro Bogotá-Cartagena e, quem sabe, San Andrés.

Punda, o bairro central de Curaçao

O voo que nos levaria a Curaçao atrasou uma hora e com isso chegamos a ilha após o sol ter se posto e não deu pra vermos aquele marzão azul-turquesa do alto do avião. Paciência. Ainda tínhamos muitos dias a frente para ver esse mar cara a cara. A primeira dica de ouro que posso dar a respeito de Curaçao é: alugue um carro! É simplesmente inviável ficar sem carro por lá. As melhores praias ficam bem afastadas (cerca de 40min) do centro da cidade e não dá pra ficar dependente do transporte público. Usar táxis pra fazer estes trajetos vai encarecer muito a viagem. Fazendo as contas na ponta do lápis é muito, mas muito mais barato alugar o carro. Além do que te dá a maior mobilidade.

Curaçao tem o tamanho mais ou menos de Floripa, só que sem trânsito :) Portanto é fácil, fácil se deslocar de carro por lá. O asfalto é ok. De vez em quando fica ruim, mas no geral é ok, sem sustos. A sinalização é que não é das melhores, mas o gps ajuda bastante. Não aluguei carro com gps, apenas usei o google maps a partir do iphone e foi tranquilíssimo. O aeroporto de Curaçao é pequeno porém funcional,ao sair do desembarque é só seguir as bolinhas amarelas no chão que levam diretamente as locadoras de carro. Convém fazer reserva antecipada, li alguns relatos na internet de que em épocas mais cheias fica quase impossível arrumar um carro na hora. Os sites de reserva de carros de Curaçao não são muito bons. Em geral demora um dia ou dois para te darem retorno sobre a reserva. Como deixei pra reservar muito próximo a viagem, isso me deixou preocupado mas acabei contornando via Expedia, pois lá a reserva é feita automaticamente e já te gera um voucher com o código de reserva. Entre as locadoras de carro de Curaçao, a que tinha melhor preço era a Budget, mas há outras opções como Avis, Thrifty, Alamo. Se não me engano, vi umas sete locadoras de carro só no aeroporto, todas lado a lado. Escolhemos o modelo mais barato e já vinha com câmbio automático, ar-condicionado (indispensável) e vidro elétrico. Só não veio muito limpo e estranhei também o fato de haver apenas 3/8 de gasolina no tanque, mas só te pedem pra devolver no mesmo nível que quando você aluga. E até devolver o carro não havia conseguido me entender com o alarme que toda hora disparava. Troço doido.

O ventilador de Itu do aeroporto de Curaçao
O aeroporto é simples, mas funcional

A moeda local de Curaçao é o Florim da Antilhas Holandesas que é chamado pelos locais de guilder (pronuncia güílder) ou florines em papiamento, mas o dólar americano é totalmente aceito nos estabelecimentos comerciais. Nem precisa se preocupar em fazer o câmbio. A única coisa que realmente precisei pagar em florim durante minha estadia em Curaçao foi o vaga certa do carro. Fora isso, usei dólar e cartão de crédito tranquilamente.

Escrito por Claudio Lemos