Havia lido esse post no Nós do Mundo e além disso minha tia havia comentado comigo para gente não deixar de visitar os Caminhos de Pedra ali em Bento Gonçalves. A princípio tive um pouco de dificuldade de entender direito como funcionava esse passeio, mas na verdade é facinho de entender.
Casa de Erva Mate
Cachoeira em meio aos Caminhos de Pedra

Trata-se de uma estrada aonde em finais do século XIX diversos italianos vieram se estabelecer e construiram ali casas de acordo estavam acostumados em sua terra natal, utilizando técnicas de arquitetura italiana e usando pedras como base para a construção das habitações.

Assim como no Vale dos Vinhedos, o roteiro do Caminhos de Pedra possui vários pontos de interesse no caminho sendo que a maioria são lojas especializadas em um artigo específico. É fácil de chegar e é bem sinalizado. O horário de funcionamento é das 9h as 17h30, portanto se você quer conhecer o máximo de pontos pelo caminho não dê bobeira. Eu e a Claudia só fomos para lá depois do almoço e acabou que não pudemos visitar todos os lugares que gostaríamos.  Conseguimos visitar somente oito “pedrinhas”.
 
A nossa primeira parada foi na casa de Doces Predebon que tem um mini mirante ao fundo, donde se vê a estrada serpentendo em meio ao vale e uma pequena cachoeira. Os doces contudo não chamaram muito a minha atenção, mas a dona da casa ganhou a minha simpatia para vida inteira com seu simples gesto de oferecer uma água da sua própria casa para nós. Só para não sair de lá de mãos abanando, acabamos adquirindo um saquinho de raspas cristalizadas de laranjas com a açúcar que acompanha aquele cafezinho esperto da tarde.
Seguindo a via, nossa próxima parada foi na Salumeria Casa de Pedra que é um misto de centro cultural e loja de embutidos. Na verdade a casa tem a arquitetura super preservada e no sótão há uma exposição contando a história da família e daquela casa. Na  lojinha há uma esperta degustação de salames, copas, presuntos e queijos bem gostosos que andam fazendo sucesso aqui em casa até agora.

Salumeria Caminhos de Pedra

 

Assim como no Vale dos Vinhedos, os estabelecimentos disponibilizam o mapa com os Caminhos de Pedra que relaciona e localiza no mapa todas as casas participantes do projeto.

Uma casa que já havia me chamado atenção desde a época de pesquisa dessa viagem era o Cantuccio del Pommodoro , em bom português, a Casa do Tomate onde fomos super bem acolhidos pela Maristela que nos contou toda a estória da casa e o porque dos 84 motivos para voltar aos Caminhos de Pedra (pergunte isso para ela). Ela nos mostra a diversidade enorme de produtos que eles fabricam ali e no final nos conduz até a loja principal para uma degustação das diversas geléias de tomate que são feitos lá. Acredite se quiser, mas até cerveja de tomate ela venda (não é produzido lá mas é feita por um cervejeiro em caráter exclusivo para a casa – ainda não provei, mas tá na minha geladeira esperando a hora de ser aberta).

A Casa do Tomate

A dona Maristela (no meio): simpaticíssima

A lojinha da casa do tomate

 

E os produtos 

 

Tomate pra ninguém botar defeito

 

De lá saímos um tanto apressado em direção a Casa da Ovelha que foi o momento fuén (saca aquela buzina quando dá tudo errado, então captou a idéia) do dia. A casa oferece um tour pela fazenda e dependendo da hora do dia você pode amamentar, ordenhar leite e acho que até tosquiar a ovelha. Agora pergunta se chegamos a tempo disso? Só deu para entrar na lojinha aonde eles vendem produtos da casa como queijo de ovelha, doce de leite, iogurte e uma série de souvenirs e pelúcias de ovelha. Bem simpático.

Já correndo contra o relógio paramos ainda na Casa da Confecção cuja lojinha funciona dentro de uma mega pipa de vinhos desativada e transformada para acomodar estabelecimento. Deu para pechinchar uns artigos de frio (boinas, xales e chapéus) legalitos.

Saindo de lá, passamos ainda na Casa das Pequenas Frutas para um sorvetinho de amora. 

E contando com a boa vontade da atendente ainda conseguimos fazer um tour e uma degustação na vinícola Salvati e Sirena que tem um salão bem fanfa para fazer fotos dentro das barricas.
A degustação sai de graça caso seja consumido/adquirido algo da lojinha e aproveitamos para comprar um fechador de vinho a vácuo que serve para dar uma sobrevida ao vinho depois de aberto. Em tese, ele prolonga a vida do vinho por mais uns mini-dias na geladeira com sabor bem próximo ao original. É ótimo para quem quer apenas beber uma ou duas taças e ainda guardar o vinho para depois. Fica a dica :)

Os fundos da vinícola

 

A entrada da Salvati & Sirena

 

O salão comunal

 

Já que é pra turistar…

 

 

Escrito por Claudio Lemos