A Flor das Nações Unidas

Acordamos cedo por conta do city tour. A cama do hotel é um pouco molengona, o colchão mexe demais, então acabei não dormindo tão bem. O café do hotel é ok, sem grandes surpresas nem pontos altos. Enfim logo depois chegou a guia do nosso city tour e fomos parando em alguns hotéis para catar mais gringolândias pro passeio. O legal de se fazer um city tour é rodarmos pelas principais partes da cidade rapidamente, dá pra apontar os principais locais no mapa para poder voltar depois com mais calma. Passeamos pelas ruas do centro, fomos até a Casa Rosada, a Recoleta (Faculdade de Direito, embaixadas, a Flor das Nações Unidas, La Bombonera, o Caminito e por último Puerto Madero.
 Não sou o maior fã dos city tours, mas pelo menos deu para dar uma situada na cidade

Foto turistona clássica em frente a Casa Rosada

O Caminito é bonitinho com várias casas baixas (uns sobrados) pintadas de cores vivas, mas é bem turistão, compramos mais uma placa para o nosso outback de casa e mini-rodamos por ali. A Casa Rosada é um pouco feia para ser ao palácio presidencial, mas enfim é uma atração. Vimos o casino também que fica em uma embarcação, talvez voltemos lá outro dia.

 Observando as cores do Caminito

Quem vê assim até acha que curto futebol

Quando acabou o tour descemos em puerto para almoçar mas acabamos mudando de idéia e pegamos um táxi até a Recoleta para comer no La Cholita. A Claudia pediu carne (bife de chorizo) e eu pedi uma truta com salada verde, com hungos abertos e empanadas de entrada. Tudo bem gostoso por apenas 100 pesos. De lá fomos atrás do shopping de design de Buenos Aires. Como chovia um pouco, acabamos fazendo dois pit-stops no caminho. O primeiro no La Biela, um café tradicionalíssimo da cidade, aberto desde 1850 se não me engano e depois entramos no Centro Cultural Recoleta aonde havia uma exposição de pinturas bem vivas e coloridas de uma artista chamada Daniela Boo com motivos urbanos, cenas do metro e de dentro de onibus e vimos também uma exposição de fotografia de um argentino chamado Aldo Sessa que pelo visto é um nome famoso no mundo fotográfico dos hermanos. Quando estávamos quase terminando de olhar a exposição, chega um grupo grande e no meio dele o próprio Aldo Sessa. Muito legal, ele já tem 70 anos, mas nem parece. Falou algumas palavras ali para o grupo, mas não ficamos para ouvir tudo. Finalmente chegamos no shopping do Design que é pequeno, dois andares apenas. Encontramos umas duas lojas bacaninhas (Morph e a outra esqueci o nome) por ali que garantiram a nossa alegria. De lá resolvemos ir a galeria Bond Street, focada em lojas de tatoo, rock e piercings, na av Santa Fe (perto do número 1600), rodamos tudo por ali mas saimos de mãos abanando. Decidimos ir comer num japonês indicado por um amigo de amigo lá em caixa prego. Andamos até a estação do metro com uma rápida parada numa padaria para comprar empanada que estava fria, fria mesmo como se tivesse acabado de sair da geladeira :( 

A exposição do Aldo Sessa e o próprio (abaixo) respondendo pergunta dos visitantes 

Pegamos o metro e fomos até Belgrano e quando finalmente achamos o local não gostamos. Para não passar em branco pedimos um temaki de filadélfia cada um (36pesos no total), que estava delicioso, melhor que o do Koni. O restaurante deve ser até gostoso, mas a atmosfera não tem nada demais e o cardápio não tinha rodízio nem abria muito escolha para os combinados. Lembramos de um japa que vimos no Puerto e rumamos para lá. Quando chegamos o preço era abusivo, o rodízio custava 183pesos por pessoa, ou seja, mais caro que no Rio. O friozinho da noite pedia uma massa e entramos então no Bahia Madero aonde por 150pesos comemos um nhoque de alho zaferano (com alho poro, alho e frango), um ravioli de ricota com gruyere gratinado e um vinho Norton Roble Merlot. Para fechar ainda teve um profiterole com sorvete e cobertura de chocolate. La cuenta por favor y un taxi para o hotel urgente.

Cada dia um vinho novo
Escrito por Claudio Lemos