A Confiteria Ideal, no centro de BsAs

Depois do café saímos do hotel e fomos até a Calle Florida. Tentamos buscar uma casa de câmbio que não fosse de vendedores gritando “cambio” nas ruas. Acabamos achando a loja de artigos de casa Falabella que o Alberto nos havia comentado. Entramos e fizemos umas comprinhas por lá. Continuamos andando na Florida em direção ao metrô da Catedral. A cidade já está no clima do jogo. Vários argentinos com a camisa da seleção pelas ruas cheios de otimismo, como a campanha local da Coca-cola incentivava, tsss crentes né?

Uma das várias simpáticas ruazinhas de Palermo 

Já tava batendo uma fome e quase paramos no Burguer King, mas ficamos de olho num restaurante indicado pela Cacá lá pros lados de Palermo Soho, que era aonde iríamos passar a tarde, e pegamos o metro para lá. Palermo é uma mega-bairro, como a Barra da Tijuca, então rola umas subdivisões para se achar melhor. Hoje andamos por Palermo Soho que é aonde ficam as lojas famosas como Lacoste, Nike, Puma e outras. Além disso há também uma forte concentração de restaurantes por ali, principalmente nas ruas JL Borges, Gurruchaga e Thames mais ou menos pela altura da praça Serrano/Cortazár. Na praça tem uma feira aos sábados (e acho que domingo também) que é bem bacana. Tem artesanatos e várias lojas de roupa no estilo do mercado mistureba, tudo com preço bem acessível. O caminho do metro até esta praça é bem agradável, as ruas do bairro são arborizadas e largas, e os prédios não são muito altos, entao é bem agradável passear por ali. Estávamos buscando o restaurante El Preferido de Palermo e quando finalmente chegamos lá aprendemos mais uma hábito portenho: a maioria das cozinhas dos restaurantes fecham a partir das 16h e só reabrem para jantar. Mas não havíamos desistido, andamos até o Lele de Troya que é um restaraunte de vários salões, cada um de uma cor diferente, com mesas de centro cercadas por sofás e poltronas, depois de mudarmos de mesa várias vezes acabamos desistindo de ficar por lá, pois o cardápio só tinha uma opção de carne e era caro. Caminhamos até a Praça Cortazar e optamos pela boa e velha pizza (metade quatro queijos e rucula especial) no Bar Abierto.

As vezes a boa e velha pizza é a melhor solução

Em seguida fomos aproveitar a feirinha da praça. Bem legal, compramos umas cuecas e calcinhas stylin, uma camisa maneira e a Claudia reencontrou um tênis horroroso que desde a Century 21 de NY ela se arrependia de não ter comprado na loja da Lacoste.

O tênis da discórdia

Felizmente havia outras cores do mesmo modelo, e no fim ela comprou um azul bem mais bonito que o tínhamos visto na Century. Quicando de alegria, ela foi até o pub que escolhemos para ver Brasil x Argentina, jogo que valia para as eliminatórias da copa de 2010. O Brasil está na liderança do grupo e a Argentina precisava vencer, pois ocupavam um quarto lugar nada confortável no grupo. Sentamos e quando íamos pedir uma bebida a Claudia se deu conta que os cadarços do tênis eram diferentes de um pé para outro e decidiu voltar na loja para checar. Como a loja já estava fechada, teríamos que voltar no dia seguinte a partir das 11h para tirar a dúvida.

É hoje! 

Torcer no meio do inimigo, vamos lá 

O pub ficou cheio de argentinos e é dá um frio na barriga torcer pelo Brasil no meio dos “inimigos”. Pedi uma cerveja ale chamada Otromundo que era muito boa. O jogo começa e a narração em espanhol também é muito caricata, sem contar que os narradores estavam torcendo pela casa. Apesar da Argentina manter mais tempo de posse de bola e estar mais na ofensiva, isso não basta para ganhar da gente. A defesa brasileira estava segura e não se intimidou, e nas chances que aparecemos marcamos. Abrimos dois a zero no primeiro tempo no rebote de bolas paradas. No segundo tempo a Argentina chegou a fazer um golaço de fora da área, mas não muito a frente marcamos outro. Resultado Brasil 3 x Argentina 1: assistir a seleção ganhar da Argetina num pub cheio de argentinos em Buenos Aires não tem preço.

Realmente não é pra mim

Já tava com sono, mas a Claudia queria me levar no casino para eu conhecer então pegamos um táxi até lá. Há algo de quase português no fato de haver uma lei que proíbe a existencia de Casinos em terras portenhas, mas que como não fala nada sobre água, logo  não coíbe o casino flutuante que fica num barco ancorado no Porto Madero. Entramos no barco/casino que tem quatro andares, sendo um só de máquinas tipo slots e videojogos, e os outros três com roletas e mesas de jogo. Há diferentes mínimos nas mesas e roletas. A empolgação/curiosidade inicial passa depois de cinco minutos e dá lugar a uma deprê, o ambiente é totalmente voltado ao vício. O fumo é liberado, então há muita fumaça de cigarro mesmo com extintores no teto todo, há sempre garçons levando bebidas de um lado ao outro e servindo alcool aos jogadores que não se levantam das mesas. E há muitos velhinhos que ficam horas direto sentados nas maquinas de slots. Não gostei muito não. Las Vegas me parece cada vez mais um destino muito improvável…A Claudia tomou um café e mini jogou nos slots, mas já eram quase 3h e o sono batia forte. Pegamos o transfer do casino até Puerto e de lá um taxi pro hotel.

Escrito por Claudio Lemos