A vista do quarto: Av 9 de julho e o Obelisco
Acordamos cedo e pegamos o avião para Buenos, o voo foi tranquilo com miniturbulencias. A Aerolineas Argentinas é meio bobinha. A poltrona tem um estofado meio antigo, estilo couro caído e o espaço é apertado, mas enfim low cost como já sabíamos que seria…
Chegamos no Ezeizas e estava lá o pessoal da agência para nos receber e despachar para o hotel.
No trajeto aeroporto/hotel já dá pra ir sentindo um pouco o clima da cidade. Há grandes espaços abertos, não avistei muitos prédios altos e alguns edifícios possuem uma arquitetura bem bonita com a fachadas trabalhadas. Entramos na Av. 9 de julho que tem 150m de largura, em alguns pontos conta com 19 pistas(!), e é bem bonita, logo quando chegamos ao Obelisco o carro parou e nos deixou no Bristol. Um quatro estrelas de pouco brilho. O quarto é velho, com um armário bem antigo, mas tudo funciona bem. A impressão que o site dá é que o hotel é beeem melhor, mas nada que estrague a estadia.
A agencia de turismo local nos ligou e marcamos o city tour para o dia seguinte, em seguida ligou o Alberto, um argentino que conheci cinco anos atrás em Machu Picchu, queria dar oi e tentar marcar para sairmos um dia. Ficamos de tentar nos encontrar dois ou três dias a frente. Cheios de fome, saímos o hotel para buscar um restaurante. Fomos andando pela ruas e entramos na Av Corriente em direção ao Puerto Madero. Uns 200m metros depois percebemos que íamos na direção oposta. Entramos no metro para agilizar o processo, e descemos tres estações depois. O metrô é simplesinho. Não tem ar condicionado nem nada. É bem antigo, se não me engano é o mais antigo da América do Sul. A plataforma e o trilho são estreitos, me lembrou o londrino. Descemos em Leandro Alem, ou algo assim, do lado de Puerto Madero, que é a parte restaurada do porto da cidade. São cerca de 12 armazéns que foram recuperados e hoje dão espaços a restaurantes, sorveterias, farmácias e outros comércios. É bem agradável o passeio por ali. Pena o rio não ser limpo.
Pra turista, até metro na direção contrária tá valendo
La Parolaccia no Puerto Madero, carne boa
Queríamos comer uma carne e entramos no La Parolaccia. Que é um ótimo restaurante…italiano :S. De todo modo eu e a Claudia comemos um belo pedaço de carne, super macia. Eu pedi um com pimenta e ela pediu um com creme de fungi. Derrubamos também uma garrafa de Malbec da Patagônia. O resultado dois catatas pós-almoço levemente alcoolizados e cheios de sono, saímos do restaurante e fomos tomar um sorvete do Freddo de dulce de leche, que é sensacional. Talvez o melhor sorvete que já tenha provado até hoje. É a versão Doce de leite de Viçosa dos sorvetes. Adorei. De lá fomos andando até a Calle Florida para ver o fechamento do comércio. Entramos na galeria Pacífico, super tradional. E demos umas mini voltas por ali, mas nessa hora tava difícil lutar contra o sono/cansaço/lombra e pegamos um táxi para o hotel e chapamos na cama. Acordamos mais tarde mas decidimos não sair pois iriamos acordar cedo para fazer o city tour no dia seguinte.
Puerto Madero, super agradável
Depois de uma garrafa, só restou morgar na cama
Escrito por Claudio Lemos