O Korubão aonde você irá passar boa parte do tempo sacolejando se deslocando entre as atrações no Jalapão


A Korubo foi a pioneira na criação dos passeios pelo Jalapão. Eles fazem um tour por semana, o pacote com eles não incluí a passagem a aérea até Palmas, mas uma vez chegando lá está tudo incluído (exceto os jantares em Palmas). O tour começa sempre as sextas-feiras, com a chegada em Palmas. Sábado pela manhã há um transfer para o safari camp no Jalapão onde o grupo ficará até quarta-feira, quando retorna a Palmas para o pernoite na Pousada dos Girassóis. E finalmente na quinta há o transfer out pro aeroporto para buscar o voo de volta. No site deles está o calendário do ano inteiro, incluindo o tarifário e as indicações das datas cujo valor são promocionais, regulares e alta temporada (feriadões).

Nosso grupo natalino super unido :)

A dinâmica do seu grupo vai afetar a sua viagem

Eu confesso que fiquei muito satisfeito com a experiência de um modo geral. É sempre uma caixinha de surpresa se juntar a um grupo grande para ficar confinado num acampamento aonde não há como escapar a programação previamente definida. Eu e a Claudia ainda estávamos pé atrás para saber quem seriam os desgarrados que como nós resolveram passar o Natal isolados no Jalapão. Por sorte nosso grupo de 24 pessoas se deu super bem! O entrosamento foi excelente e surpreendente. E olha que foi um grupo até bem heterogêneo: embora houvesse mais casais na faixa dos 25-40, havia ainda uma família com uma criança, uma família com 2 filhos (jovens adultos universitários), um casal na faixa dos 60anos, mãe e filho, e um solo traveler.
Todo mundo se divertiu a beça. E com certeza o fato do grupo haver se dado tão bem contribuiu bastante para a experiência do safari camp de um modo geral. Pelo que o staff da Korubo contou já houve grupos aonde houve cizânias e parte queria montar horários diferentes, mó celeuma! Felizmente nosso grupo natalino foi nota dez e no fim fizemos uma linda foto de despedida do grupo com o staff sensacional da Korubo que nos atendeu super-bem durante os dias do acampamento e nos translados in e out.

Vai começar a aventura!

Sempre tem água gelada no caminhão

Nelsinho, o grande chef do acampamento

Fica sossegado que ele cozinha bem!
O staff da Korubo
Adorei a presteza do serviço de todo o staff do Korubo o tempo inteiro em que estivemos na ão deles. O Junior motorista do caminhão é super gente boa. E dirige com a maior segurança aquele caminhão enorme, o Korubão que tem a parte de cima aberta aonde quatro pessoas ficam revezando o assento ao ar livre com aquele visual ímpar do Jalapão.
O Mauro, guia do grupo, é divertidíssimo tem uma cultura ímpar de história, botânica e geografica do cerrado embora tropece bastante no uso do português, tem aquela inteligência de quem é vivido cujo aprendizado advem das experiências empiricas, sabe? O Nelsinho, cozinheiro oficial do grupo, é um talento de mão cheia além de ser uma simpatia de pessoa. Ponto nevrálgico dessa viagem, afinal não há outra comida exceto a do acampamento, mas felizmente não há o que reclamar desse quesito. Durante os dias que estivemos no safari camp teve arroz com pequi (fruto típico do cerrado), ghocchi a bolonhesa, saladas diversas, suco de frutas (graviola, pera, limão, maracujá e outros), pacu camarana (um peixe delicioso), carne cozida, esfihas de queijo, carne e até catupiry. E rolou até garrafas de vinho de cortesia da Korubo para a nossa ceia de natal no Jalapão. Tem água a vontade, mas bebidas alcóolicas e refrigerantes são vendidos ao consumo. E ainda tinha o Josa e os outros meninos cujo nome me falham a memória agora, super prestativos e atenciosos conoscos.

Café da manhã
O Acampamento
O safari camp é muito bem montado. Há um redário fechado para evitar os mosquitos, com redes suficientes para todo mundo tirar uma pestana pós-almoço (nos dias que a programação permite), perto do redário há uma casa central com vendinha de artesanato de capim dourado (segundo o staff toda a renda é revertida diretamente para os artesãos de Mateiros) e lá também são realizadas as refeições de café da manhã, almoço e jantar do grupo numa longa mesa comunal. É ótimo pois permite uma integração ainda maior do grupo. Da mesma maneira, os vestiários coletivos (um feminino e outro masculino) foram desenhados visando essa maior integração do campistas durante o período do acampamento. Perto das barracas, a Korubo também disponibiliza umas torneiras na algura do joelho que ajudam a lavar tênis e chinelos.

O redário fechado para evitar entrada dos mosquitos

Lá dentro há redes para todos

A cozinha do camping

Hora da bóia!

A mesa comunal para fortalecer a integração do grupo

Comida!

Há algumas torneiras próximas das barracas e do vestiário para ajudar a lavar peças de roupa

Acesso do vestiário

Vestiário com 4 duchas individuais. Acredite:tem até água quente!

E tem um pia mais espaçosa com espelho para se arrumar
No acampamento há um gerador, mas ele não fica ligado full time não. Depende de luz solar, geralmente as baterias acabam morrendo um tempinho depois do encerramento do jantar. Nas barracas as luzes de led, como consomem pouca bateria ainda duram mais tempo. Porém são luzes de pouca intensidade, apenas ajudam a se movimentar um pouco ali sem grandes tropeços.
Dá pra dormir direito?
Já tinho lido vários posts em outros blogs elogiando as barracas e realmente tem que tirar o chapéu. Elas são espaçosas, dá até pra ficar em pé! Cada barraca conta com duas camas de solteiro. Isso mesmo CAMAS, nada de colchonete. E é possível uni-las, improvisando uma cama de casal. Na parte de trás há um banheiro privativo com privada e lavatório, além de uma estante grande de madeira para você espalhar os itens da sua bagagem. Nos fundos da barraca, pelo lado de fora ainda há um pequeno varal para pendurar suas roupas com discrição. Há uma mini luz dentro da cabana que dura um pouco noite. Não chega a ser uma luz de leitura, mas garante a circulação tranquila dentro da barraca. E na “varanda” da barraca ainda tem duas cadeiras para descanso. Fiquei positivamente surpreso com o alto nível das barracas e dos vestiários. Show!

O acampamento 

A varandinha da barraca

Dentro dá espaço para ficar em pé numa boa

Todas as barracas tem privada e lavatório

Juntamos as duas camas de solteiro para improvisar uma de casal. Foi tranquilo!

No banheiro ainda há um espaço com estante para guardar seus pertences
Dicas práticas:
No site da Korubo eles sugerem uma lista do que levar e o que não levar, mas além disso queria repartir aqui coisa que teriam facilitado nossos dias no acampamento. Na hora que preparamos nossa mala, eu e a Claudia, levamos apenas apenas uma lanterna e um kit banheiro (sabonete, xampu e condicionador). O ideal é prever kits individuais, inclusive a lanterna. No retorno dos passeios, o tempo para tomar banho antes do jantar é praticamente cronometrado e nestes dias eu e a Claudia ficamos fazendo revezamento do banho, um membro do casal ia com a lanterna e kit de banheiro para o vestiário enquanto outro ficava pacientemente esperando na barraca pelo seu turno. As vezes ainda estávamos tomando banho com soava o sino avisando do jantar. A mesma coisa para a lanterna, com apenas uma lanterna o casal fica “preso” um ao outro no acampamento a noite, pois é difícil enxergar o caminho em meio ao breu.
Não há sinal de celular, nem televisão. Leve livros ou outros meios de entretenimento/lazer. E aproveite os momentos das refeições na sala comunal para carregar equipamentos eletrônicos como câmeras fotográficas, laptops, celulares, baterias e afins. Eles disponibilizam algumas réguas de alimentação que costumam ficar cheias, mas se seu grupo for bacana como o nosso, não haverá problema para revezar o uso da energia :)
Acostume-se logo aos horários do acampamento. Há horas definidas para acordar, tomar banho e fazer as refeições. Não enrole muito com esses hórarios ou vai se atrasar. Caso você seja do tipo de pessoa que sinta muita fome, leve um pouco de biscoitos e salgadinhos. Mas vou te falar que nem tive problemas com isso. A comida é farta nas refeições e mesmo nos dias de passeios eles levam castanhas, frutas e bebidas para dar uma segurada até os momentos do almoço.
Repelente são indispensáveis. Traga um abuso de Offs e/ou Exposis Extreme! Depois não vá dizer que não lhe avisei. A mesma regra vale para o filtro solar. Nós pegamos poucos dias de sol, inclusive no nosso primeiro dia caiu uma chuva bizarra durante um trekking de 3h e mesmo assim havia gente vermelha feito camarão no fim do dia por não ter colocado filtro solar debaixo da chuva. O Jalapão é quente pra cacete. De certa forma achei até bom não pegarmos todos os dias de sol a pino, porque se nublado já foi quente daquele jeito, imagina no sol?

Há uma diversos produtos de capim dourado produzido pelos artesãos de Mateiros a venda no camping

O Rio Novo que beira o acampamento

Levar baralho e bebidas ajuda a animar a socialização noturna
Levar alguns itens para socialização podem ser interessantes. Trouxe um baralho e teve gente que levou cachaça para animar as noites. O guia Mauro aparece após o jantar para emular o Forrest Gump do cerrado. Contava uns causos da região como o senhor de 107 anos, as onças que já apareceram por lá e histórias da formação do estado de Tocantins, ou seja, ele faz o substituto da tv no safari camp, mas a programação acaba cedo. Logo, a opção para quem quiser dar uma esticadinha na farra é incluir na mala uns itens recreativos. Só não dá para varar a madrugada, pois os passeios costumam sair bem cedo. E o Mauro pessoalmente passa de barraca em barraca com seu despertador vocal entoando um sonoro “bom díííííííaa”que  só será interrompido após ele ouvir sua voz de dentro da barraca responder a saudação.
Agora que já contei tudo que queria sobre o acampamento, vou dedicar os próximos posts para falar sobre as atrações do Jalapão que visitamos com a Korubo.

Falcão do serrado (ou ao menos acho que era)
Escrito por Claudio Lemos