Mãe, tô no México!

Se tivesse que escolher uma palavra pra definir a Cidade do México seria, sem dúvida nenhuma, encantamento! Serinho: além de ser uma cidade colossal, em termos de população e extensão, a história por trás da sua formação, e por tabela do país, é incrível! A quantidade de museus e galerias de arte também surpreende.

Separamos 10 dias inteiros para rodar  por lá e ainda achamos que foi pouco (não sobrou tempo para visitar,  por exemplo, a Basílica de Guadalupe e Xochimilco).

A Cidade do México ou DF, como chamam os locais, é um lugar intenso e com muita coisa pra ver. Abaixo segue uma listinha de 7 programas que fizemos por lá e super indicamos. Vem com a gente!

1 – Centro Histórico

O Palácio de Bellas Artes visto lá de cima do mirante da Torre Latinoamericana

 

Porque você não pode perder

A arquitetura do centro alucina! São diversos palácios e construções lindíssimas. O Zócalo, a principal praça da capital mexicana, abriga a Catedral Metropolitana e o Palácio Nacional do governo. Logo ao lado estão: o Templo Mayor, o Antigo Colégio Ildefonso (que guarda o primeiro mural pintado pelo Diego Rivera) e a Secretaria de Educação Pública. A poucas quadras dali estão o Palácio de Bellas Artes, o Museu Nacional de Arte, o parque Alameda, a Torre Latinoamericana e o Palácio Postal. E um pouco mais ao norte fica a Plaza Garibaldi, onde grupos de mariachis se apresentam à noite. E mais ao sul, vale uma ida ao Mercado de La Cidadela pra garantir as lembrancinhas de viagem como as caveirinhas Catarinas.

Os Claudios indicam

Dois murais obras-primas do Rivera estão no centro histórico. Um dentro do Palácio de Bellas Artes e outro no Palácio Nacional. O acervo do Museu Nacional de Arte também é bem interessante pra conhecer mais da arte mexicana. A gente pirou no trabalho do pintor mexicano José Maria Velasco. Só cuidado ao andar pelo centro, pois o calçamento das ruas e de dentro dos prédios são completamente irregulares. A Claudia encontrou boas pechinchas pra comprar jóias/acessórios de prata por lá.

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Dedique pelo menos dois dias inteiros pro centro histórico. Há muita coisa pra ver. E se você for fã de museu então tá lascado…Tente chegar no centro por volta das 9h para coincidir com a abertura das atrações. Programe um almoço no Azul Histórico (peça um mole em nossa homenagem) ou no El Cardenal. A linha 2 do metrô costuma ser beeeem cheia entre as estações Hidalgo e Zócalo, justamente o miolo do centro histórico.

2 – Frida Kahlo e Diego Rivera

A Casa Museu Frida Kahlo

Porque você não pode perder

Esse casal é praticamente uma instituição mexicana. Não perca de jeito nenhum a chance de ver de perto as obras deles. A casa onde Frida morou a vida inteira converteu-se no imperdível Museu Frida Kahlo que tem até roupas que ela usava e inclusive todo o aparato ortopédico que ela usou a vida inteira (descoberto dentro de um banheiro da casa décadas depois de seu falecimento). O ingresso já dá direito à visita ao Museu Anahuacalli idealizado pelo Rivera. Há ainda o museu Casa Estudio Diego Rivera y Frida Kahlo. Pra ver os murais sensacionais do Rivera vá até o Palácio Nacional, o Palácio de Bellas Artes, o Antigo Colégio Ildefonso e a Secretaría de Educação Pública.

Os Claudios indicam

O icônico quadro “As Duas Fridas” está no Museu de Arte Moderno dentro do Bosque Chapultepec. É o único quadro da Frida nesse museu. Pelo que pesquisamos parece que boa parte do acervo de quadros da Frida está no Museu Dolores Olmedo que pode ser combinado com um passeio a Xochimilco.

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A visita a casa-museu da Frida é concorrida. Ficamos quase 1h do lado de fora esperando pra entrar num sábado. Atenção à dica: o ingresso pode ser comprado online evitando assim as tais filas quilométricas. Os outros museus com obras do casal estão espalhados ao sul da cidade. É melhor usar táxi ou uber, aliás este além de barato, funciona super bem por lá. Para os museus do centro, fique apenas atento aos horários de visitação e dias em que eles fecham. Nós acabamos não conseguindo entrar na Secretaria de Educação Pública que só abre durante os dias da semana. :(

3 – Museu de Antropologia

museu antropologia

Uma única coluna sustenta este imenso teto no Museu de Antropologia

Porque você não pode perder

O museu é um primor de arquitetura, museologia e de conteúdo! O acervo é gigantesco com várias estátuas e objetos pré-hispânicos. Maias, astecas, toltecas, olmecas, mexicas e mais um montão de outros povos que habitaram aquela região.
Os Claudios indicam

O didatismo com o qual eles apresentam a história da evolução humana é fantástico.Você consegue entender como isso levou às organizações societárias e o papel revolucionário da domesticação dos alimentos (a.k.a. agricultura). As galerias do segundo andar contextualizam através de dioramas (videos e etc.) o conteúdo exposto logo abaixo. É incrível como tudo faz sentido.

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O museu é imenso. Daqueles que você passa o dia inteiro e não consegue ver tudo. Saca Museu do Prado (Madri), Louvre (Paris) e Metropolitan (NY)? Então, o de Antropologia não fica atrás… Não é permitido entrar com água nem comida, mas há um restaurante lá dentro no subsolo. Do lado de fora, em frente ao museu rolam as apresentações dos homens voadores de Papantlas, que você também não pode perder de jeito nenhum! 😉

4 – Bosque de Chapultepec

Dá pra alugar pedalinhos nos lagos do bosque

Porque você não pode perder

O bosque é imenso. Tipo Central Park ou maior. Lá dentro existem lagos para andar de pedalinho, um zoológico, o Auditório Nacional, um jardim botânico, um parque de diversões e os museus de Antropologia, Rufino Tamayo e o Museu de Arte Moderno. Além disso, no topo de uma colina fica o belíssimo Castelo de Chapultepec que foi palco de importantes momentos da história mexicana, e hoje abriga o Museu de Nacional de História.

Os Claudios indicam

Há diversas entradas no parque, porém o caminho Los Leones (perto do metro Chapultepec) até a saída pelo Paseo de La Reforma na altura do Museu de Antropologia dá acesso a maior parte dos highlights do parque. Ali também estão uma filial do Starbucks e a Livraria (e cafeteria) Porrua.

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Aos finais de semana, o bosque fica bem mais cheio pois a população da cidade vem em massa. (pense na Quinta da Boa Vista ou no Ibirapuera num domingo qualquer). É também quando há mais vida, com várias barraquinhas de comida e artigos pra crianças. Separe pelo menos um dia inteiro para visitar o Bosque e não caia na tentação de achar que é possível combiná-lo com a ida no Museu de Antropologia 😉

5 – Museu Soumaya

A fachada sensacional do Soumaya

A fachada sensacional do Soumaya

Porque você não pode perder

O bilionário mexicano Carlos Slim resolveu fazer uma homenagem póstuma a sua esposa criando o museu que leva seu nome. Com uma arquitetura invocada do Fernando Romero e com um toque da consultoria do Frank Gehry (responsável pelo Gugghenheim de Bilbao, entre outros) o museu impressiona. São 5 andares de coleção própria e 1 andar para exposições temporárias.

Os Claudios indicam

O último andar abriga a maior coleção de esculturas de Rodin fora da França, dividindo parte do espaço com várias – atenção, várias! – esculturas do Dalí. O queixo caiu um tempão ali. E há ainda um andar maravilhoso todo dedicado à arte asiática esculpida em marfim.

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O museu fica numa área chamada Novo Polanco que tem cara de ser um bairro mais novo, a oeste de Polanco. Vá de táxi ou uber, melhor. A entrada é gratuita! E o wifi é liberado! E vale dar uma olhada na programação do Museu Jumex, no prédio vizinho; vai que dá sorte de pegar uma expo maneira né?

6 – Teotihuacán

De cara com Teotihuacán

De cara com a Pirâmide do Sol

Porque você não pode perder

A pirâmide do sol é o cartão de boas vindas mais famoso de Teotihuacán. Não dá pra vir ao DF e não visitar Teotihuacán. São cerca de 2km de extensão com ruínas e pirâmides gigantescas. Impressionante!

Os Claudios indicam

Leve pelo menos uma garrafa de 1,5l de água! Faz muito calor e não tem sombra dando bobeira. Leve também na mochila algum sanduíche e/ou biscoitos pra aguentar o batidão porque você vai gastar algumas HORAS por lá. Subir a pirâmide do sol é legal, mas a visã0 frontal dela é beem mais impactante. 😉

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O sítio arqueológico fica cerca de 50km da cidade mas é molezinha ir sozinho. O Sundaycooks mitou nesse link com o beabá de como chegar lá. Cola neles. O passeio dura praticamente o dia inteiro, mas rola de combinar com o item 7 ou 8 desta lista. :)

7 – Ballet Folklórico Amália Hernandéz

O ballet Folklorico em todo seu esplendor

O Ballet Folklorico em todo seu esplendor

Porque você não pode perder

O Ballet Folklórico já passou da terceira idade, com mais de sessenta anos de existência. Um patrimônio imaterial mexicano que se apresenta às quartas e domingos no belíssimo palco do Palácio de Bellas Artes. Através da dança, exibe um riquíssimo panorama da cultura mexicana.

Os Claudios indicam

Aproveite seu primeiro dia no centro histórico pra comprar ingressos na bilheteria do Palácio de Bellas Artes (ou então via web no link abaixo). Além de ser um espetáculo lindo, de quebra te dá acesso ao interior do teatro da maravilhosa jóia arquitetônica que é o Palácio de Bellas Artes. E haja mármore carrara! (Risos)

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Aos domingos há sessões pela manhã e à noite. Confira antes a programação para se precaver de alterações nas datas. Se quiser garantir os ingressos online, a compra pode ser feita aqui. A linha 2 do metrô tem uma estação chamada Bellas Artes que sai na cara do teatro e ainda dá pra usar o metrô na volta (à noite) numa boa.

Bônus da zuêra >>> Lucha Libre

Ok, havíamos prometido sete programas, mas não dá pra deixar de fora esse clássico ícone mexicano.
Diversão pura e simples

Diversão pura e simples

Porque você não pode perder

A Arena México é o Maracanã da Lucha Libre, um espetáculo ao mesmo tempo caricato e divertidíssimo. As lutas são um misto de show de palhaçada com ação bruta. Vale totalmente a galhofa! O programa leva cerca de 2 horas com várias lutas na mesma noite.

Os Claudios indicam

Do lado de fora da arena, vários ambulantes vendem máscaras e bonequinhos com os lutadores da liga da Lucha Libre. As crianças mexicanas vão ao delírio vendo os ídolos ao vivo. É demais ver a reação delas.

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Dê uma olhada no site oficial liga ou então na ticketmaster pra comprar os ingressos. Fomos numa terça popular e pagamos MX 225 (cerca de R$45 – fev/16) por assentos na segunda fileira mais próxima ao ringue. O entorno do lugar é meio feio/mal-encarado. Melhor ir de táxi/uber.

Escrito por Claudio Lemos