Sendo carioca a vida inteira, sempre estive de boa com a quantidade de sol diária que temos aqui. Considero quase um direito a cota diária de luz solar das 8h as 18h o ano todo. Claro, fui acostumado a isso. E por isso estranhei bastante quando fui a Europa pela primeira vez e vi as pessoas se largando no gramado dos parques fazendo fotossíntese para aproveitar o sol que havia aparecido. Era um conceito estranho, tipo como assim vocês não tem 10-12h de luz solar por dia?

Olha só a janela: você diria que são 18h ou 23h30?

 No entanto, essa visita a Patagônia me deu a chance de experimentar o inverso desse conceito: o excesso de luz solar diária. Claro que com essa minha curiosidade pelo mundo já havia lido o fator latitude e sua correlação direta quanto maior a incidência de raios solares diária durante o verão. Mas até então nunca havia experimentado 18h de luz solar por dia. É muita luz! Cansa o cabeção! Desregula legal o relógio biológico. O corpo estranha a quantidade exagerada de sol a cada dia e parece que nunca chega a hora de dormir, afinal como faz para dormir se ainda está claro lá fora? Não raro dava meia-noite e ainda restava um fiapinho de raio solar no horizonte.

Dez da manhã, mas poderia ser seis da matina que o efeito era igual

Em compensação não quero nem pensar em como é o inverno nessas regiões…

Escrito por Claudio Lemos